Mortes por afogamento no DF custaram cerca de R$ 1,4 milhão em 2021

Foram sete óbitos em 25 afogamentos até julho, dizem bombeiros. Levantamento aponta que 15 pessoas morrem afogadas por dia no Brasil

atualizado 26/07/2021 20:31

helicóptero bombeiros dfDivulgação/CBMDF

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) divulgou nesta segunda-feira (26/7) os dados sobre afogamentos no DF e no Brasil, com informações da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) e do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS). No DF, foram 25 afogamentos, com sete mortes, entre janeiro e julho deste ano.

Segundo o levantamento, em média, cada afogamento com óbito custa R$ 210 mil aos cofres públicos. “Em geral se calcula internação, gastos com socorro e tempo de vida trabalhando que a pessoa teria”, explicou a corporação. Com base nesse cálculo, as mortes por afogamento na capital em 2021 custaram cerca de R$ 1,4 milhão.

As ocorrências apresentaram os seguintes parâmetros no DF: os homens foram maioria entre as vítimas, que tinham mais de 18 anos, geralmente aos sábados e domingos, entre as 11h e 19h.

A pesquisa divulgada nesta segunda traz dados desde 2019. Naquele ano, o CBMDF atendeu a 49 ocorrências de afogamento. Dessas, 24 resultaram em morte. Em 2020, o número de atendimentos aumentou para 54. As mortes caíram para 14.

“Todas as unidades do CBMDF têm capacidade de dar a primeira resposta a casos de afogamento. Mantemos ainda o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), o Grupamento de Aviação Operacional (GAVOP) e o Posto DELTA 1 em condição de se deslocar a qualquer ponto do DF e Entorno, a qualquer hora, levando equipe médica, mergulhadores e guarda-vidas para o atendimento”, informaram os bombeiros.

Aos sábados, domingos e feriados são mantidos cinco postos extras de guarda-vidas no Lago Paranoá (Ermida Dom Bosco, Ponte JK, Ponte do Bragueto, Ponte Costa e Siva e Piscinão do Paranoá).

No Brasil

Apenas os dados do DF trazem informações sobre 2021. Os dados nacionais são referentes a 2019. Naquele ano, 15 pessoas morreram afogadas por dia no Brasil. Isso significa uma vítima a cada 90 minutos. Se for levado em consideração o custo aos cofres públicos a cada morte por afogamento, há dois anos o gasto foi de aproximadamente R$ 3,1 milhões por dia.

Os casos foram maiores entre pessoas do sexo masculino (em média, 6,8 vezes mais). O maior risco foi entre adolescentes. Quase a metade das vítimas (43% do total) tinha até os 29 anos. Entre crianças de 1 a 9 anos, 59% das mortes ocorreram em piscinas e residências. Um turista morreu afogado a cada dois dias no Brasil. O afogamento foi a 2ª maior causa/óbito de 1 a 4 anos, 3ª causa de 5 a 14 anos e 4ª causa de 15 a 24 anos.

O Corpo de Bombeiros também informou que mais de 90% das mortes ocorrem por ignorar os riscos, não respeitar os limites pessoais e desconhecer como agir. Os principais fatores de risco são idade menor de 14 anos, uso de álcool, baixa renda, baixa educação, origem rural, comportamento de risco, falta de supervisão e epilepsia (esses pacientes têm de 15 a 19 vezes mais risco).

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Confira dicas de prevenção em piscinas: 

– Desligue a bomba ao usar a piscina;
– Monitore constantemente as crianças;
– Controle o acesso a piscina (grades, redes, lonas);
– Não deixe brinquedos dentro da piscina ou próxima dela;
– Não se distraia com conversas, telefone ou outras tarefas de casa;
– Ensine sua criança a nadar;
– Evite o uso de bebidas alcoólicas;
– Evite o exibicionismo e brincadeiras perigosas;
– Evite competições de apneia (prender o fôlego embaixo d’água);
– Não treine apneia sem supervisão adequada;
– Contrate guarda-vidas habilitados (piscinas coletivas);
– Tenha equipamentos salva-vidas disponíveis;
– Aprenda primeiros socorros.

Prevenção em cachoeiras

– Sempre analise a previsão do tempo
– Quanto mais isolada e de difícil acesso for a cachoeira, maiores deverão ser os cuidados;
– Evite exibicionismos (saltos, escaladas etc);
– Não se arrisque por uma selfie. Avalie o risco do local antes da fotografia;
– Estabeleça uma rota de fuga prévia;
– Mantenha seus pertences organizados e próximos a rotas de fuga, de modo a permitir uma rápida saída;
– Monitore a incidência de chuva na cabeceira do rio;
– Estabeleça pontos de referência para avaliar o nível da água;
– Observe a mudança na cor da água ou a chegada de detritos;
– Tenha um apito e combine com os demais o padrão de alarme;
– Nunca dê um falso alarme;
– Sempre deixe alguém ciente do seu passeio, localização e hora de retorno.

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