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Distrito Federal

Mortes em UTI: Justiça nega inclusão de plantonistas em processo

A defesa de Amanda Rodrigues solicitou a inclusão dos nomes todos os funcionários que trabalharam no hospital nos dias das mortes

João Paulo Nunes12/03/2026 15:42, atualizado 12/03/2026 16:09
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Material cedido ao Metrópoles
Técnico de enfermagem em UTI Hospital Anchieta

A Justiça do Distrito Federal negou, nessa quarta-feira (11/3), o pedido da defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, para incluir a lista de plantonistas no processo que investiga mortes na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).

Presa desde janeiro, a técnica é investigada ao lado de dois colegas por três homicídios.

O Metrópoles teve acesso ao processo. O advogado de Amanda solicitou que fossem anexados aos autos os nomes de todos os funcionários e colaboradores que trabalharam na unidade em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025, datas das três mortes, além de outros documentos e vídeos do hospital.

Na decisão, o juiz entendeu que a solicitação envolve dados funcionais e identificação de terceiros que não são parte do caso e, por isso, são considerados sensíveis.

Segundo ele, a defesa não demonstrou, neste momento da investigação, que o acesso a essas informações é indispensável.

“A relação geral de profissionais da UTI trata-se de pleito que envolve a requisição de informações, identificação e dados, inclusive funcionais, de terceiros ao caso. Dados estes sensíveis, possíveis de acesso somente após a demonstração de sua imprescindibilidade para o deslinde da causa, porque envolve terceiros estranhos”, disse o magistrado na decisão.
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As vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta
Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal
Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do hospital
Ao menos três pessoas foram mortas ao receberam a injeção letal
Dois profissionais confessaram os crimes
Três profissionais são investigados pelo crime
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Três profissionais são investigados pelo crime

Arte Metrópoles/Lara Abreu
As vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta
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As vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta

Arte/Metrópoles
Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal
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Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal

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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do hospital
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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do hospital

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Ao menos três pessoas foram mortas ao receberam a injeção letal
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Ao menos três pessoas foram mortas ao receberam a injeção letal

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Dois profissionais confessaram os crimes
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Dois profissionais confessaram os crimes

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O crime aconteceu no Hospital Anchieta
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O crime aconteceu no Hospital Anchieta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O magistrado também destacou que parte dos documentos pode ser solicitada diretamente ao hospital por vias administrativas, sem a necessidade de intervenção do Judiciário.

O juiz ressaltou ainda que o caso continua em fase de inquérito e que ainda não se sabe se haverá denúncia contra os investigados. O magistrado explicou que, caso o Ministério Público apresente denúncia, a defesa poderá renovar os pedidos de acesso a esses materiais.

Investigados

Presos desde janeiro, Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, são investigados pelos homicídios de pelo menos três pacientes.

De acordo com as investigações, o trio teria injetado altas doses de medicamentos que provocaram parada cardíaca em ao menos três pacientes. João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75, faleceram.


Entenda o caso

  • O caso foi denunciado à polícia pelo próprio Hospital Anchieta, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes supracitados. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada pela PCDF na manhã de 11 de janeiro.
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO).
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e a possível participação de outras pessoas.

O Hospital Anchieta disse confiar na elucidação dos fatos relativos às duas investigações que se encontram em curso na Polícia Civil do Distrito Federal e ressalta que tem colaborado integralmente com as autoridades competentes.

Procurada, a Polícia Civil (PCDF) informou que as investigações de mortes suspeitas estão em andamento e que irá se manifestará ao término do inquérito.

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