Morte de bebê é a 1ª por afogamento este ano. Em 2021, foram 22 óbitos

Foram quase 9 chamados para o CBMDF por mês nos últimos 2 anos. Em 80% das ocorrências, vítimas foram salvas

atualizado 03/01/2022 22:22

piscinaCBMDF/Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) registrou, nos últimos dois anos, quase nove chamados por mês para salvar vítimas de afogamento. Embora a maior parte dos casos, cerca de 80%, termine com as pessoas salvas com vida, nessa segunda-feira (3/1), um menino de apenas dois anos morreu após submergir em uma piscina no condomínio Estância Quintas da Alvorada, no Jardim Botânico.

Este é o primeiro caso de 2022 que termina em óbito. Segundo dados do próprio CBMDF, o ano passado teve 22 vítimas fatais e outras 73 resgatadas vivas. Já 2020, foram 19 mortes e 96 pessoas que sobreviveram.

Conforme explica o membro do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), tenente Menezes, as ocorrências de afogamento mais comuns são justamente em piscinas e no Lago Paranoá. “Quando ocorre no lago, temos nossas equipes com jet skis. Nos casos de piscinas, vamos por terra mesmo, mas temos o suporte avançado com helicóptero para casos mais graves”, diz.

O tenente comenta ainda que o mais importante para garantir que a vítima sobreviva é chamar socorro o mais rápido possível. “São seis níveis de afogamento e nossa missão é tentar evitar que chegue no último. É o momento da parada cardiorrespiratória, quando se torna muito mais difícil de contornar”, destaca.

No caso da criança no Jardim Botânico, a família não soube informar quanto tempo o garoto passou submerso. A equipe de socorro realizou manobras para tentar reverter a parada cardíaca por mais de 1h30, mas não houve resposta.

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Em setembro do ano passado, um caso parecido ocorreu em Ceilândia com uma menina de dois anos. A mãe da criança tentou levá-la a um hospital, pela BR-070, e, no meio do caminho, ela se deparou com uma viatura da corporação e pediu ajuda.

Os militares iniciaram de imediato o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar, enquanto seguiam para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Bombeiros e a equipe médica da unidade de saúde continuaram o procedimento por pelo menos 15 minutos, após a chegada ao HRC. Sem sucesso, foi declarado o óbito.

Já em outubro, um adolescente de 15 anos morreu após se afogar no Lago Paranoá, na altura da QI 11 do Lago Sul.

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