Morre produtora de eventos Flávia Jardim aos 59 anos
Flávia Jardim, de 59 anos, lutava contra um câncer na cabeça desde 2016. Ela deixa uma filha, quatro irmãos e o pai
atualizado
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Morreu, nessa quarta-feira (13/7), aos 59 anos, Flávia Gonçalves Jardim (foto em destaque). Importante produtora de eventos em Brasília, Flávia lutava contra um câncer na cabeça há seis anos. O velório está marcado para esta quinta-feira (14/7), na Capela 9 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, das 15h às 17h.
Ela deixa uma filha, quatro irmãos e o pai, Serafim Jardim. Nas redes sociais, a família prestou homenagens. “É com uma dor infindável que comunico a todos o descanso eterno da minha vida, minha luz, minha grande e já muito saudosa guerreira e companheira”, escreveu a filha, Ana Carolina Castro.
“A Flávia lutou como ninguém contra um tumor, mas a batalha se deu por vencida ontem a noite. Eu creio que ela está nos braços do nosso Senhor Jesus Cristo. Te amo e sempre te amarei e guardarei no coração a mulher, mãe, filha e irmã maravilhosa que você foi”, disse o irmão, Otávio Jardim.
Muito emocionada, Carol destacou também o amor da mãe por Brasília. “Ela foi uma filha e tanto dessa cidade. Coordenadora da Fundação Oscar Niemeyer, curadora de grandes exposições na Câmara dos Deputados e presidiu a comissão de 50 anos do Hospital de Base. Ela respirava vida e intensidade. A essência dela era cuidar de todo mundo”, disse ao Metrópoles.
Flávia era produtora de eventos e assinava a produção do Pão Music, festival que reunia grandes artistas nacionais na Esplanada dos Ministérios.
“Minha mãe foi e continuará sendo uma grande e admirável mulher. Como senão bastasse uma mãe que lutou bravamente para minha criação, Flávia era amiga dos amigos, uma grande filha, irmã e sempre muito competente em tudo que fez”, completa.
Leia abaixo a continuação da carta da filha:
“Flávia era mulher de fibra, garra e coragem. Força também. Aliás, das suas características, essa com toda certeza era a sua melhor definição. Minha mãe tinha sede de vida, muito determinada. Batalhou nos últimos 6 anos e 5 meses contra um tumor cerebral que até mesmo os médicos questionavam tamanha lucidez e coragem para encarar as duras batalhas que essa estarrecedora doença traz. Ela foi vista como exceção da exceção, eles diziam que ali era realmente o dedo de Deus operando milagres nela o tempo inteiro.
Hoje eu perco grande parte de mim. Ela era meus braços, pernas e respiro. Ela quem me encorajava a driblar os inúmeros desafios e me inspirava. Como me inspirava. Foi com ela que aprendi sobre a intensidade da vida, o quão devemos nos doar aos outros e amar a todos.
Foi com ela que aprendi desde sempre sobre solidariedade, nunca vi ninguém mais generosa do que minha mãe. Eu perdi a mãe e a vida. Brasília perde uma filha. Como me orgulho da luta dela por essa nossa capital. Foram inúmeros projetos, eventos impecáveis espalhados por aqui e sempre em defesa daquilo que ela acreditava ser o melhor para defesa o nosso patrimônio cultural da humanidade.
Passaria horas aqui falando da vida, como falei durante todo esses anos olhando pra ela e afirmei todos os dias que ela era minha vida, meu grande amor e a minha melhor amiga”.
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