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Distrito Federal

Morre, aos 74 anos, a jornalista Sônia Carneiro, em Brasília

Sônia iniciou a carreira em 1971 e construiu uma parte fundamental de sua trajetória profissional na Rádio Jornal do Brasil

20/09/2026 17:08, atualizado 20/09/2026 17:09
Arquivo pessoal
Morre, aos 74 anos, a jornalista Sônia Carneiro, em Brasília

A jornalista Sônia Carneiro faleceu, aos 74 anos, neste domingo (20/9). A comunicadora tinha uma longa trajetória na cobertura política brasileira.

Sônia iniciou sua carreira em 1971 e construiu uma parte fundamental de sua trajetória profissional na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, onde permaneceu por 32 anos, até 2003.

Conhecida carinhosamente por familiares, amigos e colegas como Soninha, dedicou mais de cinco décadas de sua vida ao jornalismo, à comunicação e ao acompanhamento da vida pública brasileira, construindo uma trajetória marcada pela experiência, pelo compromisso com a informação e por uma competência singular.

Ao longo desse período, exerceu diferentes funções no jornalismo, passando por atividades como repórter, chefe de reportagem e chefia da Rádio Jornal do Brasil em Brasília

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Foi também setorista do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, acompanhando diariamente, durante sua longa trajetória na cobertura política, os principais personagens, decisões e acontecimentos do poder em Brasília.

Essa posição privilegiada de observação e apuração permitiu que Sônia testemunhasse e cobrisse alguns dos episódios mais relevantes da história política contemporânea do Brasil.

Ela acompanhou acontecimentos como o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, sucessivas campanhas eleitorais e diferentes períodos da Presidência da República.

Sua experiência como testemunha de momentos decisivos da história brasileira também foi posteriormente registrada em projetos dedicados à memória da imprensa, da política e da democracia, especialmente em depoimentos sobre a Assembleia Nacional Constituinte e o processo de redemocratização do país.

Em 1992, recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à sua atuação profissional.

Encerrado seu ciclo de 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, Sônia iniciou uma nova etapa de sua trajetória profissional. Trabalhou durante 24 anos com Jaques Wagner, acompanhando diferentes momentos de sua vida pública.

Nos últimos anos, integrava o gabinete do senador Jaques Wagner, onde continuava colocando sua experiência, seu conhecimento da política brasileira e sua competência profissional a serviço da atividade pública.

“Mais do que uma jornalista que testemunhou acontecimentos históricos, Sônia deixa a memória de uma profissional que viveu intensamente o jornalismo e a política brasileira, acompanhando suas transformações ao longo de diferentes gerações”, exaltou a família da jornalista.

Sônia deixa os dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter, além dos netos. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas pela família. A previsão é de que o velório seja realizado na próxima terça-feira (22/9), com local e horário a serem posteriormente confirmados. A causa da morte não foi divulgada.