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Distrito Federal

Moradores do DF se espantam com valor da conta de luz em setembro

Mesmo sem mudanças drásticas nos padrões de consumo, moradores relatam contas caras; Neoenergia fala em calor e uso de aparelhos

30/09/2026 18:46, atualizado 30/09/2026 18:54
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Mulher jovem ligando ar condicionado para aliviar o calor em casa sem resfriamento radiativo

A conta de luz em setembro assustou muitos moradores do Distrito Federal. Em grupos de condomínios e redes sociais, a sensação é a mesma: o valor da fatura subiu absurdamente, mesmo clientes não apontando mudanças drásticas nos hábitos de consumo.

A Neoenergia confirmou que o consumo na capital do país subiu, em média, 14%, e destacou o incremento como consequência do calor e do uso de aparelhos como ar-condicionado e climatizadores.

Nessa segunda-feira (28/9), o DF  registrou o maior índice de calor de setembro, com os termômetros marcando os 35,5 ºC, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Uma moradora do Guará contou que mesmo sem ter ar-condicionado em casa, a conta de luz saltou de uma média de R$ 250 para R$ 612 este mês. “Minha casa tem três pessoas e minha filha passa metade da semana na casa do pai. Nem ar-condicionado temos. Não tem calor que explique essa cobrança”.

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Ela e outros moradores do condomínio, inclusive, pretendem se juntar para cobrar uma revisão por parte da Neoenergia.

Neonergia fala em calor e uso de aparelhos

O superintendente Comercial da Neoenergia Brasília, Gustavo Santos, afirma que em época de calor o consumo de aparelhos climatizadores tendem a permanecer ligados por tempos bem mais prolongados do que em outas estações do ano, o que faz com que a fatura aumente significativamente.

Para isso, ele deu dicas para reduzir o uso sem ter que suar, literalmente. “É importante adotar medidas simples, como regular adequadamente a temperatura e evitar desperdícios. Isso é fundamental para manter o consumo sob controle”.

Veja outras dicas:

  • Manter o ar-condicionado entre as temperaturas 23 ºC e 25 ºC, usando o desligamento automático e mantendo as portas e janelas fechadas, além de limpar regularmente os filtros do aparelho.
  • Usar o chuveiro elétrico desligado ou colocar na opção de verão, isso reduz em até 30% o gasto. Também é aconselhável diminuir o tempo no banho.
  • Manter geladeiras longe de fontes de calor e evitar guardar alimentos quentes, além de regular as funções automáticas de temperatura.
  • Evitar deixar luzes acessas por muito tempo, principalmente quando não há ninguém no cômodo, preferindo a luz natural e adotando lâmpadas LED.
  • Por fim, a companhia aconselha que antes de comprar eletrodomésticos climatizadores, é importante comparar o consumo dos modelos e dar preferência àqueles que possuem o Selo Procel de eficiência energética.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirmou que a partir de outubro adotara a bandeira verde, que não acrescentará adicional na cobrança das tarifas. “A mudança ocorre diante de condições mais favoráveis para a geração de energia no país. A medida representa um alívio para os consumidores, mas não garante, por si só, uma conta menor, o valor final continua diretamente relacionado ao hábito de consumo”.

Segundo a Neoenergia, o cenário também pressiona a demanda por eletricidade, além do DF. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que a carga média de consumo do Centro-Oeste e do Sudeste passou de 40.911 MW, em julho, para 43.853 MW em setembro, alta de 8,3%.

Em Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estima que o consumo residencial no estado possa crescer até 40%, dependendo da intensidade do uso do ar-condicionado.

Nesta quarta-feira (30/9), a capital recebeu um comunicado de alerta vermelho para baixa umidade relativa do ar, com apenas 12%. Apesar disso, a Defesa Civil emitiu um alerta para a ocorrência de chuvas intensas em áreas do DF.