Morador de rua revela o que diria se encontrasse com personal. Assista

Givaldo Alves, 48 anos, foi agredido pelo personal Eduardo Alves, que o agrediu ao flagrá-lo tendo relações sexuais com a esposa dele

atualizado 24/03/2022 14:57

Morador de rua, Givaldo Alves dá entrevista sobre agressão que sofreu de personal ao ser encontrado tendo relações sexuais com mulher dele. Ele faz gesto com as mãos, é negro e tem cabelo cacheado - MetrópolesReprodução

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles nessa quarta-feira (22/2), Givaldo Alves, 48 anos, contou o que diria se encontrasse o personal trainer, Eduardo Alves, que o espancou ao flagrá-lo tendo relações sexuais com a esposa dele. O baiano afirmou que aconselharia o homem a rezar e pedir mais sabedoria para agir em situações extremas.

“O senhor deveria rezar para Deus e pedir sabedoria para agir em momento de desespero, porque o senhor põe tudo a perder. O senhor se expõe usando mentiras e enfia os pés pelas mãos. Você esquece de amar ao próximo como a si mesmo, então o senhor nunca aprendeu a amar a Deus. Cuide bem da sua esposa, ela merece carinho e cuidado”, disse Givaldo.

Conheça a história do morador de rua espancado por personal trainer

Além disso, o morador de rua pede que Eduardo reflita mais quando “situações como essa acontecerem”. Givaldo garante que não encontrará mais com a esposa do personal, mas a traição “poderia ser com outra pessoa”.

Veja a entrevista completa, com o trecho em que ele cita o personal a partir do minuto 26:

Sobre agressões, o baiano diz se sentir injustiçado e alega não ter feito nada para ser espancado. “Não fiz mal nenhum para ser agredido. Para nenhum dos dois”, explica. Ao finalizar, Givaldo afirma não estar arrependido.

O homem está em situação de rua há um ano e dois meses, desde que venceu o contrato na empresa onde trabalhava, na Bahia. Depois disso, Givaldo peregrinou por cidades de Tocantins, Minas Gerais e Goiás até chegar ao Distrito Federal.

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Briga com personal

Quatorze dias após o episódio que surpreendeu o Brasil e inundou as redes sociais com as opiniões mais diversas, o Metrópoles encontrou o sem-teto, que, em entrevista exclusiva, narrou o que teria acontecido na noite de 9 de março. As imagens em que ele aparece apanhando foram gravadas por câmeras de segurança de uma casa.

Assim como em depoimento à polícia, ele reafirmou que a relação com a mulher foi consensual e que, inclusive, foi convidado por ela a entrar no veículo, mesmo após dizer que não “tinha tomado banho”. “Eu andava pela rua e ouvi um grito: ‘Moço, moço’. Olhei para trás e só tinha eu. E ela confirmou comigo dizendo: ‘Quer namorar comigo?’.”

“Moça, eu não tenho dinheiro, sou morador de rua. Não tenho dinheiro nem para te levar ao hotel. Então, ela disse: ‘Pode ser no meu carro’”, iniciou.

“Não cometi estupro”

Em um dos momentos mais importantes da conversa, ele rebate as acusações do personal sobre o crime de estupro. “Deus me colocou em um lugar cercado por câmeras que comprovam não ter havido nada disso (estupro). Se fosse outro morador de rua, possivelmente já estaria preso”, disse, aliviado.

Ao ser agredido pelo educador físico, Givaldo conta ter reagido e revidado: “Nós trocamos socos”. O sem-teto diz que só tomou conhecimento de que a mulher era casada quando recebia atendimento médico no hospital. Até então, ele achava ter sido vítima de uma retaliação após testemunhar um motorista em um carro arrastando propositalmente uma mulher, na região, alguns dias antes. Por essa razão, deduzia que o autor do crime poderia estar se vingando.

Em função da briga com o personal, Givaldo sofreu um edema no olho e teve a costela quebrada. Sem acreditar na notoriedade que ganhou nas redes sociais, o sem-teto comenta a situação: “Não me arrependo”.

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