Ministra Damares visita DP que investiga morte de menina de 1 ano

A chefe da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos disse que pretende aperfeiçoar as políticas de proteção à criança

atualizado 06/05/2021 16:11

Reprodução/Twitter

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, visitou, nesta quinta-feira (6/5), a 26ª DP para ter mais informações relativas à morte de Yasmin Sophia Moura Boudoux da Silva, 1 ano. Segundo ela, o intuito é aperfeiçoar as políticas de proteção à criança.

Estiveram presentes na reunião policiais e o delegado envolvidos na investigação, além de conselheiros tutelares. “Não aguentamos mais ver casos como este. No DF, em 2020, o Disque 100 registrou 8 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes”, disse a ministra pelo Twitter.

Segundo Damares, as principais violências relatadas no DF são a física (1,6 mil) e psicológica (1,5 mil) e o local mais constante é ambiente onde reside a vítima e o suspeito, registrado em 1,4 mil denúncias. “Os suspeitos mais comuns são pai e mãe, apontados em 1,4 mil denúncias”.

Mãe e padrasto tiveram reações diferentes ao prestar depoimento

O casal preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apresentou diferentes reações quando confrontado sobre a real causa da morte da bebê de 1 ano, Yasmin Sophia Moura Boudoux da Silva. Enquanto a mãe, Cecília Raquel Boudoux da Silva, 23 anos, chorava em todos os momentos nas dependências da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), o padrasto da garotinha se manteve frio, sem expressar qualquer tipo de sentimento.

Ambos permaneceram em silêncio nos primeiros momentos da prisão temporária, que terá duração de 30 dias. Depois, passaram a negar o crime. No entanto, o resultado do laudo cadavérico mostra que a menininha sofreu várias lesões graves. A mãe da criança e o padrasto foram alvo de prisão temporária nessa terça-feira (4/5).

De acordo com o delegado-chefe da 26ª DP, que conduz as investigações, Rodrigo Larizzatti, o laudo foi um divisor de águas na apuração.  “Havia outras fraturas e lesões que indicam maus-tratos cotidianos sofridos pela Yasmin. Fratura do úmero, no ombro, na costela, marcas de dedos no pescoço como se ela tivesse sido esganada.  Assim como o laudo de local também indicou que queda do berço não tinha capacidade de provocar as lesões apontadas no exame”, explicou.

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Queda do berço

No dia em que Yasmin morreu, em 13 de fevereiro deste ano, o padrasto acionou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No momento do socorro, o suspeito estava na companhia de outros dois filhos da mulher, uma menina de 5 anos e um garoto de 2, frutos de relacionamentos anteriores. Cecília não estava em casa.

De acordo com Larizzartti, a prisão temporária servirá para preencher lacunas na investigação. “A apuração segue para determinar se o caso será tratado como homicídio ou maus-tratos com resultado morte. No entanto, com certeza, a criança sofreu uma série de agressões em momentos distintos antes de morrer”, explicou.

Os outros dois irmãos de Yasmin foram encaminhados para a Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) a fim de serem ouvidos em depoimento especial. As oitivas também serão importantes para finalizar a investigação.

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