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Distrito Federal

Ministério da Saúde envia ao DF 100 doses de vacina contra mpox

Capital registrou 23 casos da doença em 2026 e estava com o estoque de imunizantes zerado; pedido de reforço foi feito na quinta-feira

06/11/2026 14:57
Chalffy/Getty Images
Foto da mão de médico em uma luva médica segura uma garrafa com vacina Monkeypox e Varíola. Metrópoles

O Ministério da Saúde enviou ao Distrito Federal 100 doses da vacina contra a mpox, nesta sexta-feira (6/11). O envio ocorre um dia após a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) solicitar reforço do estoque do imunizante.

A SES-DF solicitou, na quinta-feira (5/11), o recebimento de mais vacinas após o registro de 23 casos da doença na capital federal em 2026. Até então, o DF estava com o estoque de vacinas zerado, segundo a pasta.

O caso mais recente de mpox no DF foi confirmado na última segunda-feira (2/11). O paciente é um morador do Guará, de 32 anos, que inicialmente suspeitou estar com amigdalite.

O paciente apresentou febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e dores leves pelo corpo. Alguns dias depois, porém, o surgimento de bolhas com pus na pele levantou a suspeita da doença.

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As lesões surgiram nas mãos, nos pés, nas costas, no peito, na cabeça e no rosto. O homem começou a sentir os primeiros sintomas em 26 de outubro, mas só recebeu a confirmação do diagnóstico na segunda-feira seguinte, 2 de novembro.

Por medo de sofrer preconceito e ser culpabilizado pela infecção, o morador preferiu não se identificar.

Vacinação

De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação deve priorizar pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

A recomendação do Ministério da Saúde inclui pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³ e inferior a 200 células/mm³, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox e pessoas com HIV.

Também podem receber o imunizante pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.

Como ocorre a transmissão

A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de uma pessoa infectada. Também pode acontecer pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados.

O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode transmitir o vírus. A pessoa infectada pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.

Os sinais mais comuns incluem erupções ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos órgãos genitais e em outras partes do corpo.

A confirmação da Mpox é feita por exame laboratorial molecular, preferencialmente a partir de amostras coletadas das lesões. Ao apresentar sintomas compatíveis, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Números gerais

Até 5 de novembro, o Brasil havia registrado 835 casos de mpox, sendo 23 no Distrito Federal. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que novos envios de vacinas serão realizados conforme a necessidade de cada localidade.

A pasta afirmou que mantém ações de acompanhamento e apoio às secretarias de Saúde para enfrentar a doença. “O SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos de mpox em todo o país. O Ministério da Saúde está em contato com as secretarias estaduais e municipais de saúde para apoiar as ações locais e acompanhar o cenário nacional.”

Além de atender ao pedido da capital, o Ministério da Saúde solicitou a aquisição de até 20 mil doses para reforçar a reserva nacional.