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Distrito Federal

Metrô: peça solta teria gerado descarrilamento, diz comissão da CLDF

Comissão da CLDF recebeu denúncia que uma peça solta de um vagão teria gerado descarrilamento. Metrô afirma que relatório levará 30 dias

Divulgação/CLDF
Metrô: peça solta teria gerado descarrilamento, diz comissão da CLDF

A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTU) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) emitiu comunicado informando uma peça solta de um vagão pode ter causado o descarrilamento registrado na última terça-feira (28/7), entre as estações 110 e 112 Sul do Metrô-DF.

A interdição durou cerca de 7h e causou transtorno para os passageiros que tentavam acessar a estação Central. O descarrilamento também causou uma lentidão na operação dos trens que já dura dois dias.

Segundo a nota, a comissão da CLDF recebeu relatos e imagens que mostram um componente do sistema de engate dos vagões que teria se desprendido de um trem.

A peça solta foi fotografada dentro de um vagão do metrô. Veja imagens:

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Diante da denúncia recebida, a Comissão encaminhou ofícios para o Metrô-DF e para a Secretaria de Mobilidade (Semob-DF) solicitando informações detalhadas sobre as causas do acidente, os protocolos adotados, os planos de manutenção e as providências para evitar novos incidentes.

Entre os questionamentos apresentados pela comissão estão a existência de procedimentos específicos para interrupções da operação, as medidas adotadas após o descarrilamento e a apresentação de um plano de ação para reforçar a segurança do sistema.

Procurado pelo Metrópoles, o Metrô-DF informou que “o Comitê Permanente de Segurança do Metrô tem até 30 dias para elaborar um relatório sobre a causa do incidente”.

A Semob também foi procurada, mas ainda não retornou. Assim que houver resposta, a matéria será atualizada.

Denúncia compatível com problemas

Segundo o presidente da CTMU, deputado distrital Max Maciel (PSOL), o conteúdo da denúncia é compatível com os problemas estruturais identificados pela comissão durante as fiscalizações realizadas no sistema metroviário.

“Nós temos trens que tem tecnologias antigas e com peças que não são mais fabricadas. Além disso, não existe um planejamento para renovação e modernização do sistema no Distrito Federal, temos uma redução de trabalhadores, cargas de trabalhos e jornadas excessivas e ausência de manutenções permanentes”, explicou o o deputado Max Maciel.

Há pouco mais de um mês, a CTMU realizou uma vistoria técnica no pátio de manutenção do Metrô-DF e apresentou um relatório apontando um cenário de frota envelhecida, dificuldade para obtenção de peças de reposição, manutenção comprometida e utilização de trens desativados para retirada de componentes, prática conhecida como canibalização. O documento também alertou para a necessidade urgente de investimentos na modernização do sistema


Descarrilamento

  • Segundo o Metrô-DF, o incidente aconteceu na madrugada de terça-feira (28/7), enquanto um trem era posicionado para o início da operação.
  • O primeiro rodeiro do carro líder do trem 32 saiu dos trilhos sobre um aparelho de mudança de via (AMV), entre as estações 110 Sul e 112 Sul;
  • Por causa do incidente, a companhia suspendeu a circulação entre a Estação Central e a 114 Sul por toda a manhã de terça-feira;
  • Com isso, os trens que partiam de Ceilândia e Samambaia circularam apenas até a Estação Asa Sul, até que o serviço fosse normalizado;
  • O trecho após a Estação Asa Sul foi reaberto às 13h50, mas com lentidão entre as estações 110 e 112 Sul. A velocidade reduzida permanece.