Mesmo condenado por matar amigo de ex, chef de cozinha é solto. Veja vídeo
A Justiça do Distrito Federal revogou a prisão preventiva do homem considerando o tempo de prisão cautelar já cumprido e o regime fixado
atualizado
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O chef de cozinha Getro Costa Silva, de 37 anos, foi condenado a cinco anos de prisão pelo Tribunal do Júri por matar amigo da ex-companheira, com uma facada, no Guará I (DF), em 12 de novembro de 2024. Apesar disso, a Justiça do Distrito Federal revogou a prisão preventiva do homem.
Veja o momento em que chef de cozinha esfaqueia e mata homem no Guará:
A decisão considerou o tempo de prisão cautelar já cumprido e o regime fixado.
Durante os debates na sessão, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu a condenação por homicídio simples, afastando a qualificadora, enquanto a assistência de acusação defendeu a condenação por motivo torpe. A defesa pleiteou absolvição por legítima defesa e, subsidiariamente, o reconhecimento de homicídio privilegiado ou a exclusão da qualificadora.
O Júri reconheceu que o réu matou a vítima com golpe de faca, rejeitou a absolvição e acolheu a tese de homicídio privilegiado, afastando a qualificadora.
Com base na decisão soberana dos jurados, o magistrado condenou o réu por homicídio privilegiada a seis anos de prisão, mas na terceira fase da dosimetria, o juiz aplicou a causa de diminuição de pena em 1/6, resultando em pena definitiva de 5 anos de reclusão, em regime inicial aberto.
O juiz também decretou o perdimento da faca utilizada no crime em favor da União e determinou a restituição do celular ao réu. Não foi fixado valor mínimo para reparação de danos por falta de elementos nos autos. O caso ainda cabe recurso.
Morto em festa
Getro Costa Silva foi preso, na madrugada de 12 de novembro de 2024, após matar o amigo da ex-companheira, com uma facada, no Guará I. O homem era chef de cozinha e havia se separado há pouco tempo da mulher.
O casal manteve união estável por aproximadamente dois anos, mas já haviam iniciado o processo de separação dois meses antes do crime. A mulher passou alguns dias na casa de uma amiga e, na noite de terça, foi convidada a ir a uma festa de aniversário, na casa de amigos.
Até então, Getro não havia demonstrado agressividade, segundo a ex. Porém, na madrugada desta terça, chegou transtornado à confraternização. Segundo testemunhas, o agressor apresentava sinais de embriaguez quando invadiu a casa e tentou tirar a ex-companheira do local à força. Os colegas, então, intervieram e expulsaram o suspeito da festa.
Assustada, a mulher decidiu ir embora e um dos homens que estava na festa se ofereceu para acompanhá-la, na intenção de protegê-la. No caminho, quando os dois passavam pelo conjunto Z da QI 12, o ex-marido apareceu novamente, desta vez com uma faca em mãos.
O colega da ex-mulher de Getro, identificado apenas como Galego, conseguiu desferir uma pedrada na cabeça do agressor, mas acabou atingido com uma facada. A mulher, então, passou a gritar por socorro, e tanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) quanto a Polícia Militar do DF (PMDF) foram chamados. Porém, quando chegaram ao local, Galego já estava sem vida.
A mulher contou que a arma usada no crime pertence a um jogo de facas que ela havia dado de presente para o ex. Policiais militares encontraram o suspeito escondido na casa de um amigo, na mesma região administrativa. Ele foi detido e o dono do imóvel também foi levado para a delegacia.
Depoimento
Na delegacia, o cozinheiro alegou que a mulher estaria supostamente usando medicamentos de uso controlado e drogas. Argumentou que ela estaria fora de casa havia três dias e que ambos não haviam se desentendido. Alegou, ainda, que não sabia o motivo pelo qual ela teria saído de casa.
O acusado afirmou que teria sido espancado quando tentou tirar a companheira da festa. Na sequência, voltou para casa, tomou banho e pegou a faca. Ao encontrar com a mulher com outro homem na rua, tentou novamente levá-la de volta para casa, quando teve início então uma discussão.
O cozinheiro confirmou que desferiu a facada contra o homem, mas disse que não teve intenção de atingir a vítima, apenas de afastá-lo. O dono da casa onde o acusado se escondeu prestou depoimento e, após assinar Termo Circunstanciado (TC), foi liberado com o compromisso de estar à disposição da Justiça.
