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Distrito Federal

Menino que caiu de escada rolante no Metrô precisa de nova cadeira de rodas

Arthur tem paralisia cerebral e teve cadeira de rodas quebrada no dia em que caiu de escada rolante do metrô, em 30 de julho. Mãe pede ajuda

26/08/2026 15:58
Material cedido ao Metrópoles
Menino que caiu de escada rolante no Metrô precisa de nova cadeira de rodas

O garoto Arthur Fellipe Martins, 9 anos, está há quase um mês sem cadeira de rodas depois que caiu de uma escada rolante na Estação Ceilândia Sul da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), no último 30 de julho. Arthur tem paralisia cerebral e usava uma cadeira de rodas no dia do acidente, que acabou sendo danificada com o impacto.

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Arthur teve vários ferimentos devido a queda
A cadeira de rodas da criança quebrou
O custo de uma nova cadeira motorizada gira em torno dos R$ 7.373,27
Quem tiver interesse em ajudar com qualquer valor, a família disponibiliza a chave pix (CNPJ): 31.158.155/0001-84
Arthur tem paralisia cerebral e usava uma cadeira de rodas no dia do acidente, que acabou sendo danificada com o impacto
Arthur Fellipe Martins, 9 anos, caiu de uma escada rolante na Estação Ceilândia Sul do Metrô-DF
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Arthur Fellipe Martins, 9 anos, caiu de uma escada rolante na Estação Ceilândia Sul do Metrô-DF

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Arthur teve vários ferimentos devido a queda
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Arthur teve vários ferimentos devido a queda

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A cadeira de rodas da criança quebrou
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A cadeira de rodas da criança quebrou

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O custo de uma nova cadeira motorizada gira em torno dos R$ 7.373,27
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O custo de uma nova cadeira motorizada gira em torno dos R$ 7.373,27

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Quem tiver interesse em ajudar com qualquer valor, a família disponibiliza a chave pix (CNPJ): 31.158.155/0001-84
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Quem tiver interesse em ajudar com qualquer valor, a família disponibiliza a chave pix (CNPJ): 31.158.155/0001-84

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Arthur tem paralisia cerebral e usava uma cadeira de rodas no dia do acidente, que acabou sendo danificada com o impacto
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Arthur tem paralisia cerebral e usava uma cadeira de rodas no dia do acidente, que acabou sendo danificada com o impacto

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Arthur precisou passar por cirurgia onde foi necessário colocar dois pinos entre o joelho e a coxa
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Arthur precisou passar por cirurgia onde foi necessário colocar dois pinos entre o joelho e a coxa

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O menino teve diversos ferimentos, fraturou o fêmur e precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Base do DF (HBDF). Arthur precisou passar por cirurgia onde foi necessário colocar dois pinos entre o joelho e a coxa, e se recupera em casa.

A mãe, Bianka Fabíola Martins, 45 anos, pede ajuda para que o filho possa voltar a se locomover. O custo de uma nova cadeira motorizada gira em torno dos R$ 7,3 mil, segundo ela.

A dona de casa diz que, sem a cadeira, o filho permanece boa parte do seu dia deitado, o que faz com que ele fique ansioso, triste e agitado. “Ele não gosta de ficar deitado. Muitas vezes durante o dia ele reclama, chora… isso tudo está gerando um desgaste emocional muito grande”, conta.

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A quem tiver interesse em ajudar com qualquer valor, a família disponibiliza a chave Pix (CNPJ): 31.158.155/0001-84.

O acidente

Ao Metrópoles, Bianka contou que voltava para casa, no dia do acidente, com os dois filhos, Arthur e Heitor, de 6 anos, quando passou pela catraca da estação e seguiu até o elevador, mas o equipamento não estava funcionando. Em nota, o Metrô-DF lamentou o acidente. (leia mais abaixo).

“Chegando lá, o elevador [estava] fechado. Fomos subir de escada, como já fizemos algumas outras vezes. Só que, desta vez, as rodinhas da frente da cadeira de rodas do Arthur começaram a bambear e fomos parar lá embaixo”, explica a mãe.

Segundo Bianka, o peso da cadeira de rodas junto ao corpo do filho dificultou a tentativa de segurá-la. Arthur ficou preso sob a cadeira após a queda. Ele fraturou o fêmur e teve ferimentos nos braços e no rosto, sendo necessária tomografia para avaliar ainda uma possível fratura em um dos braços.

“Ele desceu arrastando o rosto e todo o lado direito do corpo nas cerdas da escada rolante. Enquanto isso, eu fiquei pedindo socorro, ajuda, até que apareceu um senhor que trabalha no Metrô e desligou a escada, mas o Arthur já estava praticamente lá embaixo”, afirma.

De acordo com o relato, Arthur ficou preso na “parede” da escada, e só foi possível soltá-lo quando um segundo funcionário do Metrô-DF apareceu.

“Eu só visualizei esses dois funcionários. Creio, então, que só havia eles dois no momento do acidente. Acionamos Samu e Corpo de Bombeiros, mas demoraram muito para chegar”, conta Bianka.

Após o acidente, Bianka e o filho foram levados ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) pela equipe de segurança do Metrô. Segundo ela, ao chegar à unidade, Arthur não recebeu atendimento.

“Chegando lá no HRC, não fomos atendidos. A equipe falou que se eu quisesse aguardar, eu poderia aguardar. Como é que eu ia esperar com uma criança com paralisia cerebral severa em prantos, toda machucada?! Eles não tiveram nem um pouco de empatia. Nenhum médico foi olhar meu filho, ele só passou pela triagem“, aponta.

Bianka e Arthur, então, foram encaminhados de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). No entanto, ao chegar à unidade, ela foi informada de que o atendimento correto seria no Hospital de Base. Àquela altura, era o terceira unidade de saúde que a família visitava e, enquanto isso, a criança permanecia chorando, deixando a mãe desesperada.

“O acidente ocorreu às 11h50, e já era mais de 14h. O atendimento do Arthur demorou muito, muito, mesmo.”

Segundo a mãe, a situação de Arthur inspira cuidados porque ele tem asma e, desde a queda, apresentou crises respiratórias, correndo risco de ser intubado. No entanto, a respiração apresentou melhora.

Por fim, a mãe confirma que pretende acionar a Justiça contra o Metrô-DF. “Isso é um descaso. Vou acionar, sim, para que isso não aconteça com mais nenhuma pessoa com deficiência”, afirmou.

O que dizem os órgãos

Em nota, o Metrô-DF afirma que o primeiro atendimento à criança foi realizado por empregados da empresa e que ela e a mãe foram conduzidas ao hospital pelo Corpo de Segurança Operacional (CSO) do Metrô.

“Ressaltamos também que todas as estações contam com empregados capacitados para realizar o transporte seguro de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida pelas escadas rolantes e acessos”, alega.

O Metrô-DF afirma que, sempre que houver indisponibilidade temporária dos elevadores ou necessidade de assistência, “o usuário ou seu acompanhante devem acionar imediatamente qualquer empregado da estação para ser auxiliado de forma adequada e com total segurança”.

Por fim, informou que as equipes técnicas atuam para restabelecer o funcionamento do elevador da Estação Ceilândia Sul.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), por sua vez, informou que Arthur está estável. “[O paciente está] sob os cuidados da equipe multiprofissional do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e já está na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do hospital”.