Menina com síndrome rara espera cirurgias no pé e na mão há três anos no DF
Os procedimentos são necessários para correções estéticas, funcionais e, principalmente, para o bem-estar da menina

Lívia Oliveira Silva Miranda, de 4 anos, nasceu com diagnóstico de Síndrome da Banda Amniótica. Por causa desta anomalia congênita rara, os braços e pernas da menina foram mal formados. Desde de 2023, ela espera por cirurgias no pé e na mão esquerda. Os procedimentos são necessários para correções estéticas, funcionais e, principalmente, para o bem-estar da menina.
Veja:
Segundo a mãe de Lívia, a autônoma Keyse de Oliveira da Silva, 25 anos, a família registrou o pedido de cirurgia para a retirada da hemamgiona, um tumor benigno, no pé esquerdo da menina no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e a solicitação de operação para desgrudar dos dedinhos da mão esquerda no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
“A Lívia tem um hemamgiona no pezinho esquerdo e a mãozinha dela é mal formada. Ela é uma criança com deficiência que precisa passar por cirurgia. A Lívia precisa usar calçados adaptados porque nenhum cabe no pezinho dela”, contou Keyse.
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Ver todasA cirurgia no pé não tem apenas finalidade estética e funcional. De acordo com Keyse, em função do hemamgiona, Lívia corre o risco de desenvolver celulite bacteriana. Os episódios são marcados por dores, feridas e mal-estar. A criança já teve três crises, chegando a ficar internada no hospital.
Segundo Keyse, o Hran comunicou à família que a cirurgia foi liberada em 25 de agosto de 2025. A criança foi chamada para consultas e exames entre janeiro e março de 2026, mas o procedimento não foi realizado. “Eu peço ajuda, socorro. Lívia é criança carinhosa, educada. Não acho justo ela viver desse jeito”, desabafou.
Três dedinhos
Sobre o pedido de cirurgia na mão no HBDF, Keyse contou não ter recebido qualquer previsão do procedimento. “Ela tem os três do dedinhos do meio pregados e não abre a mão. Tudo ela faz pegando na pontinha dos dedos. Eu faço um apelo, só quem é mãe sabe”, explicou Keyse.
Desde o nascimento, Lívia batalha em busca de adaptação e melhor qualidade de vida. A menina nasceu com a mãe direita unida ao tronco, sobre a barriga. Com um ano de vida, a garota fez a primeira cirurgia para separar o membro. O procedimento foi bem sucedido. Para Keyse, cada procedimento é um passo para um futuro melhor.
Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde e com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) sobre o caso. O espaço segue aberto.








