Médica que teve corpo queimado em explosão de lancha recebe alta: "Curada"
Dermatologista Maize Oliveira ficou 16 dias internada e ainda precisará usar uma máscara de proteção facial por 90 dias
06/10/2026 18:04, atualizado 06/10/2026 18:21

A médica goiana Maize Oliveira (foto em destaque), 34 anos, uma das vítimas do acidente com uma lancha que pegou fogo no Lago Paranoá, em Brasília, recebeu alta após 16 dias hospitalizada. A dermatologista, que teve mais de 50% do corpo queimado, estava internada no Hospital de Queimaduras de Goiânia desde 20 de setembro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (6/10), Maize celebrou a volta para casa e agradeceu pelo carinho de familiares e amigos durante o período de internação.
Por causa das queimaduras na região do rosto, Maize ainda precisará usar uma máscara de proteção facial por 90 dias.
“Pessoal, quero agradecer imensamente a todas as orações de vocês e dizer que deu certo. Graças a Deus, eu estou curada. As lesões já melhoraram 90%. Foram dias de luta, dias de glória e dias difíceis. Mas eu consegui vencer. E tudo isso, primeiro, graças ao Senhor e, depois, a vocês. Obrigada por tudo”, disse a médica.
A dermatologista precisou passar por sete procedimentos cirúrgicos. Durante o período hospitalizada, foram 10 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFNatural de Rio Verde (GO), a médica mora em Goiânia atualmente. Veja fotos dela:

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O grupo que estava na lancha que pegou fogo era de Goiânia e havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana. Segundo os relatos, os integrantes não se conheciam previamente.
A Marinha do Brasil informou que a embarcação transportava 15 pessoas e era conduzida por um profissional contratado. A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) informou que 13 passageiros da lancha foram atendidos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).
Além de Maize, três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, sofreram queimaduras graves. Conforme atualização repassada pela SES-DF, dessas vítimas, a única que permanecia internada no Hran recebeu alta hospitalar em 22 de setembro.
Explosão e acidente
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 16h37 para atender a ocorrência, na altura do Setor de Clubes Sul.
Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, que realizava uma inspeção naval no Lago Paranoá, avistou a fumaça e chegou ao local por volta das 16h40. Os militares passaram a acompanhar a ocorrência e adotaram as providências de competência da Marinha.
O CBMDF combateu as chamas, e o incêndio foi extinto por volta das 18h. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) também prestou apoio no local.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, a explosão aconteceu após várias tentativas de partida da embarcação. No boletim de ocorrência, consta que o motor da lancha não funcionava e, depois de várias tentativas de partida, foi colocado combustível levado em um galão.
Mesmo assim, o motor não ligou. Na sequência, uma pessoa que aparentava trabalhar na marina se aproximou para ajudar o condutor. Durante as novas tentativas de ligar a embarcação, houve uma explosão seguida de incêndio. Segundo os depoimentos, a explosão teria começado na parte traseira da lancha, perto da pia.
A Marinha do Brasil instaurou um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio.























