Marcha das Mulheres Negras ocupa Esplanada dos Ministérios em protesto

Ativistas do país inteiro se reuniram na Esplanada dos Ministérios e marcharam até o Congresso Nacional

atualizado

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Felipe Machado / Metrópoles
Marcha Mulheres Negras
1 de 1 Marcha Mulheres Negras - Foto: Felipe Machado / Metrópoles

A Esplanada dos Ministérios teve nesta terça-feira (25/11), a 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras. Com o tema “Reparação e bem viver”, mulheres de todo o Brasil se reuniram na capital 10 anos após a primeira marcha.

Durante o protesto, o trânsito na Esplanada foi impactado e gerou muito congestionamento desde a rodoviária.

No movimento, a luta racial é destacada pelas sociedades anônimas de guerreiras brasileiras, compostas por quilombolas, ribeirinhas, do campo, urbanas, periféricas, acadêmicas, artistas, trabalhadoras, meninas, mães, jovens e anciãs.

No lema da marcha é ressaltado a “força” e “resistência” daquelas que marcharam rumo ao Congresso, buscando enfrentar e se levantar do “passado enraizado da dor”.
A estudante de psicologia Gabriela Mattos, 21 anos, marcou presença e destacou a importância da luta.

“Nós precisamos nos juntar e fazer o Brasil inteiro escutar que merecemos sim ser respeitadas. Essa é uma luta não somente pelos nossos antepassados, mas também para a nossa geração futura”, contou.

A ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco foi uma das principais porta-voz da marcha. “Esse é um movimento do qual nos faz sentir muito orgulho. Nós estamos aqui pelo bem viver. Hoje é por todas nós para que a gente definitivamente passe a pensar num projeto político voltado para a gente. Nós mulheres negras somos a base desse país”, destacou Marielle.

A marcha

Durante a marcha, quatro carros de som seguiam acompanhados a manifestação. Discursos, cantos e intervenções poéticas ecoavam nos alto-falantes dos  veículos.

A vereadora Vanessa da Rosa (PT) estava em uma das carretas e falou sobre como a marcha se trata de um “dia histórico” para as mulheres negras. “Esse é um dia muito importante para o nosso país. Estamos aqui representando a força e a representatividade negra. Lutando por igualdade e visibilidade do nosso direito de existir. Nós temos direitos de estarmos onde quisermos estar”, disse.

Durante a fala, a vereadora destacou também a luta por “Sônia livre”, uma das pautas da marcha. A campanha destaca a luta e a ação judicial de Sônia Maria de Jesus, que foi resgatada em 2023 após viver por mais de 40 anos em regime de trabalho análogo à escravidão.

Junto a vereadora, a deputada estadual do Rio Grande do Sul, Laura Sito, também destacou o peso da importância da marcha que irá servir como “marco da mudança da vida do povo preto” do Brasil.

“Que essa marcha não seja só mais um movimento de rua e de grito, mas seja de impacto e um movimento de personação”, ressaltou.

A deputada acrescentou que a luta sirva também como uma força de representatividade nas pastas de educação, saúde e do mercado profissional.

“Chamem nossos jovens negros e negras. É isso o que a gente quer, que habitação digna chegue a população afrodescendente”, explicou.

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