Mairlon escreve carta após 15 anos preso: “Hoje eu respiro liberdade”

Mairlon deixou a Papuda na madrugada dessa quarta-feira (15/10), após o STJ anular a condenação dele no Crime da 113 Sul: “Levo comigo a fé”

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Francisco Mairlon, ao sair da Papuda, parou em frente a igreja para agradecer a liberdade - Metrópoles
1 de 1 Francisco Mairlon, ao sair da Papuda, parou em frente a igreja para agradecer a liberdade - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Um dia após ganhar o direito à liberdade, Francisco Mairlon Barros Aguiar fez um agradecimento público por meio das redes sociais. Mairlon deixou o Complexo Penitenciário da Papuda na madrugada dessa quarta-feira (15/10), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular a condenação dele no Crime da 113 Sul.

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"Não estou nem acreditando", disse
Irmãos de Mairlon após a absolvição
Irmãos de Francisco Mairlon Barros Aguiar se abraçam após decisão do STJ
Ele foi inocentado da acusação contra ele, de executor do Crime da 113 Sul
Francisco Mairlon ficou preso durante 15 anos
O STJ anulou a condenação que pesava contra ele na terça-feira (14/10)
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O STJ anulou a condenação que pesava contra ele na terça-feira (14/10)

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Irmãos de Francisco Mairlon Barros Aguiar se abraçam após decisão do STJ
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Francisco Mairlon ficou preso durante 15 anos
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Francisco Mairlon falou com a imprensa na saída do presídio
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Francisco Mairlon falou com a imprensa na saída do presídio

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Francisco Mairlon agradeceu à ONG Innocence Project, que revisitou o caso dele, e mencionou os advogados da organização. “Vocês não apenas defenderam um caso, vocês salvaram uma vida”, declarou o rapaz.

Mairlon não deixou a família de fora nos agradecimentos. “Agradeço aos meus irmãos Naiara e Victor Aguiar, que nunca deixaram de acreditar em mim e persistiram incansavelmente pela minha inocência”. Naiara e Victor se formaram em direito para atuar de forma ativa no caso do irmão.

“[Agradeço] à minha família inteira, que viveu comigo cada dia dessa dor, principalmente meus pais, que carregaram comigo o peso dessa pena.
Me perdoem por todo o sofrimento que viveram por minha causa”, lamentou Mairlon ao relembrar dos pais, que moram no estado do Ceará.

“Hoje, eu respiro liberdade e levo comigo a fé, o amor e a força de cada um que acreditou na verdade.”

Agora, Mairlon tem um objetivo a cumprir: ir ao Ceará ver o filho. Quando ele foi condenado, o primogênito ainda estava na barriga da mãe. “Eu estava fazendo muitos planos com meu filho e me envolveram nesse caso. Eu perdi o crescimento dele. Estou ansioso demais para ir ao Ceará e ver ele”, ressaltou.


Entenda o caso

  • Francisco Mairlon foi condenado a 47 anos, 1 mês e 10 dias de prisão acusado de participar do triplo homicídio do casal José e Maria Villela, pais de Adriana Villela, e da funcionária da família, Francisca Nascimento Silva.
  • À época dos fatos, Francisco foi preso após ser citado pelos dois executores confessos do crime, o porteiro Leonardo Campos Alves e Paulo Cardoso Santana.
  • Porém, anos depois, Paulo Santana mudou o depoimento dado à polícia em 2010 e assegurou que Francisco Mairlon Barros não participou dos homicídios.

A ONG Innocence Project, iniciativa voltada a revisitar casos envolvendo condenações de inocentes, apresentou recurso especial no STJ a fim de que a sentença de condenação de Francisco fosse anulada e as confissões extrajudiciais feitas por Paulo e Leonardo fossem consideradas imprestáveis.

Para os advogados, Mairlon foi “injustamente acusado por um crime que não cometeu, pelo simples fato de que as autoridades policiais que encabeçaram as investigações exigiram dos corréus que envolvessem mais pessoas no cometimento do crime e não tiveram o cuidado de confrontar o quanto dito em dados de corroboração”.

Votos

Em votação nessa terça-feira (14/10) na Sexta Turma do STJ, o ministro Sebastião Reis Júnior disse ser “inadmissível que, em um Estado Democrático de Direito, um acusado seja pronunciado e condenado por um tribunal de juízes leigos apenas com base em elementos de informação da fase extrajudicial, dissonante das provas produzidas em juízo e sob o crivo do contraditório”.

Og Fernandes, ministro da Sexta Turma do STJ, disse que os vídeos são claros no sentido de que os depoimentos não tinham como objetivo a “busca da verdade, mas quase que uma coação moral, em regra aplicada a pessoas de pouca estrutura intelectual”.

 

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