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Distrito Federal

Mãe é condenada a 23 anos por matar a filha com cabo de computador no DF

Jovem de 26 anos, com transtorno bipolar, foi dopada e estrangulada pela mãe, condenada por homicídio; júri rejeitou feminicídio

28/08/2026 16:39
Otavio Brito / Arte Metrópoles
Mão fio computador

Jacivânia dos Santos Silva, de 53 anos, foi condenada a 23 anos e 4 meses de prisão por matar a própria filha estranguladacom um cabo de computador. A vítima, Letícia Santos Silva, de 26, também foi dopada. O crime ocorreu em maio de 2023, em um apartamento na Asa Norte (DF).  No mesmo julgamento, Wesley Rodrigues Vaz, de 48 anos, foi condenado a dois meses de detenção por ajudar Jacivânia a fugir após o assassinato.

O Tribunal do Júri de Brasília reconheceu que Jacivânia cometeu homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados rejeitaram, porém, a qualificadora de feminicídio.

Segundo a sentença do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Jacivânia misturou medicamentos de uso controlado a uma bebida oferecida à filha. Depois que Letícia adormeceu, a mãe usou o cabo de computador para estrangulá-la.

O filho de Letícia, de 4 anos à época, estava no apartamento no momento do crime.

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A sentença destaca que a vítima deixou uma criança pequena e considera que as consequências emocionais do crime para o menino serão extensas e duradouras.

Ao estabelecer a pena, o juiz também considerou a culpabilidade, as consequências do assassinato e a personalidade de Jacivânia. A decisão registra que ela teria demonstrado ausência de remorso e dito a terceiros que não poderia ter “perdido a oportunidade de matar a própria filha”.

Jacivânia cumprirá a pena inicialmente em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade.

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Jacivânia foi presa em 2023, chegou a ser solta em abril de 2024, mas teve a prisão novamente determinada dois meses depois. Ela ficou foragida por cerca de um mês até ser localizada em Santa Bárbara de Goiás, em 7 de julho de 2024.

A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Brasília nesta quinta-feira (27/8).

Homem é condenado por favorecer fuga após assassinato

Wesley Rodrigues Vaz foi acusado de participar da tentativa de encobrir o assassinato. De acordo com o processo, depois de ser chamado por Jacivânia, ele teria ajudado a criar uma versão de que Letícia havia cometido suicídio, inclusive simulando um arrombamento na porta do quarto.

O homem também teria ajudado Jacivânia a se esconder após o crime.

Os jurados, contudo, o absolveram da acusação de fraude processual. Wesley foi condenado apenas por favorecimento pessoal, por auxiliar Jacivânia a escapar da ação das autoridades.

A pena ficou em dois meses de detenção, em regime aberto. Como respondeu ao processo em liberdade, ele poderá recorrer solto.