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Distrito Federal

Mãe de bebê encontrado carbonizado no DF é solta; companheiro segue preso

Audiência de custódia realizada neste sábado (26/9) determinou soltura da mãe. Ela e o companheiro serão investigados por infanticídio

26/09/2026 20:42
Luis Fellype Rodrigues / Metrópoles
Objetos queimados - Metrópoles

O casal Luana da Silveira Fonseca, 35 anos, e Wellington Ferreira da Cruz, 56, investigados por terem abandonado o corpo de um recém-nascido na rua, no Recanto das Emas, passou por audiência de custódia na tarde deste sábado (26/9). O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concedeu liberdade provisória à mãe; já Wellington teve a prisão mantida.

Veja vídeo:

Luana da Silveira Fonseca e Wellington Ferreira da Cruz responderão pelo crime de feminicídio.

Crime flagrado

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Metrópoles e anexas acima flagraram Luana levando o corpo do bebê em uma sacola até um local ermo, a aproximadamente 50 metros da residência onde mora o casal. O vídeo mostra ela voltando para a porta de casa com a sacola, conversando com Wellington e retornando à rua com o recém-nascido.

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A PCDF ainda trabalha para identificar um terceiro suspeito, responsável por atear fogo onde o corpo do bebê estava. Em outra gravação, também obtida pela reportagem, um homem não identificado aparece ateando fogo no lixo em volta do recém-nascido, que estava dentro de um saco deixado por Luana.

Assista:

A gravação mostra o homem, sem camisa, de bermuda e boné, aproximando-se do ponto onde estava o monte de lixo, por volta das 3h40 de sexta-feira (25/9), cerca de uma hora após a mãe deixar o recém-nascido no local.

O homem, então, joga mais alguns objetos no local e, em seguida, ateia fogo ao lixo. As chamas rapidamente ganham grandes proporções. Depois, ele retorna pelo mesmo caminho por onde havia chegado.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações do caso, Zander Vieira Pacheco, o homem que aparece nas imagens ainda não foi identificado. “Não sabemos se ele tinha intenção de atear fogo na criança ou não”, explicou Zander, da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).

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Mais detalhes

  • Segundo o delegado, ainda não se sabe se o bebê estava vivo ou morto quando teve o corpo queimado, mas a mãe teve a evidente “intenção de se livrar da criança” e, por isso, foi autuada pelo crime;
  • A mulher foi encontrada em casa, a poucos metros do local onde o corpo estava, e disse que havia sofrido um aborto espontâneo em casa
  • “A princípio, ela disse que sofreu um aborto espontâneo e que o filho teria caído no vaso. Essa versão não se sustentou”, desmentiu o delegado Zander.
  • “O bebê estava com a placenta colada ao corpo, o que indicava que era um recém-nascido. Nós fizemos a varredura dos endereços no local, e identificamos a genitora da criança e o esposo dela”, complementou o delegado.
  • Após ser identificada, a mulher foi levada a uma unidade de atendimento de saúde e, em seguida, presa.
  • O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) deverá determinar a causa da morte. Perícias foram realizadas na casa da família para tentar entender a dinâmica dos fatos dentro do imóvel.
  • “Existe a possibilidade de a bebê ter nascido com vida, ter sido descartada com vida. E temos que verificar se ela estava ou não com vida no momento da carbonização”, afirmou o delegado.