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Distrito Federal

Mãe cria armadilha em ar-condicionado e evita acidente com escorpião

Moradora de Arniqueira (DF) criou estratégia para evitar entrada de escorpiões em casa e capturou o animal no quarto do filho

21/06/2026 10:45, atualizado 21/06/2026 11:37
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Material cedido ao Metrópoles
Escorpião, ar-condicionado

Com o aumento dos acidentes envolvendo escorpiões no Distrito Federal, moradores têm buscado alternativas para reduzir os riscos dentro de casa. Em Arniqueira (DF), uma mãe de duas crianças desenvolveu uma estratégia própria e criou uma armadilha no ar-condicionado para evitar acidentes com o animal.

Mãe cria armadilha em ar-condicionado e evita acidente com escorpião - destaque galeria
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Um escorpião foi encontrado preso à tela de proteção instalada no ar-condicionado da residência
Ester Simões Marcello desenvolveu uma estratégia inusitada para evitar acidentes com escorpiões
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Ester Simões Marcello desenvolveu uma estratégia inusitada para evitar acidentes com escorpiões

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Um escorpião foi encontrado preso à tela de proteção instalada no ar-condicionado da residência
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Um escorpião foi encontrado preso à tela de proteção instalada no ar-condicionado da residência

Material cedido ao Metrópoles

Ester Simões Marcello, mãe de um menino de 4 anos e de uma menina de 2 anos, contou ao Metrópoles que segue uma rotina baseada nos chamados “4 A’s”: abrigo, alimento, acesso e água.

Segundo ela, a estratégia foi fundamental para evitar um acidente na última terça-feira (16/6), quando um escorpião foi encontrado preso à tela de proteção instalada no ar-condicionado do quarto de uma das crianças.

“Em nossa casa não existe entulho nem nada acumulado que possa servir de abrigo. Fechamos qualquer fresta, por menor que seja, dentro da casa e no quintal. A dedetização é realizada de forma periódica para o controle de baratas, que são o alimento principal dos escorpiões”, relatou.

Além disso, Ester afirma que a residência passa por barreiras químicas feitas por profissionais especializados, utilizando produtos específicos para o controle da espécie. Mesmo assim, ela diz ter se assustado ao encontrar o animal no aparelho.

“Foi uma assustadora surpresa. Eles acabam aparecendo porque vêm de lotes vizinhos, então é fundamental manter o controle”, explicou.

Segundo a moradora, o cano que dá acesso ao equipamento era uma preocupação, por isso a armadilha foi feita.

“O acesso foi a falha aqui, mas graças a Deus eu tinha colocado a tela. Essa tela é utilizada para carrinhos de bebê, tela de mosquito. Fizemos a inspeção com equipe técnica e sigo com a tela ainda“, contou.

Cuidados

Além de manter os quintais limpos, Ester observa cantos, frestas e providencia o fechamento de qualquer tipo de local que possa servir de criadouro para os animais. Recentemente, um novo rejunte foi feito no quintal da casa para fechar um espaço onde pequenos escorpiões foram encontrados.

“A fresta era muito pequena, onde o rejunte soltou. Fechamos todas as frestas, aqui isso é rotineiro, se encontramos uma fresta no quintal fechamos”, explicou.

Ela argumenta ainda que deveriam ser criadas políticas públicas e estratégias específicas para ajudar a combater os escorpiões.

“Morar no DF requer conhecimento sobre esse tipo de praga. Estamos diante das estatísticas. O governo não tem política clara pra isso. Combatem a Dengue, e deveriam combater também os escorpiões. Fazer um trabalho de porta em porta e campanhas”, reivindicou a moradora de Arniqueira.

Casos recentes preocupam

Em 12 de junho, Valentina Nobre Lima, de 11 anos, foi picada por um escorpião ao calçar o tênis para ir à escola. A criança recebeu soro antiescorpiônico no Hospital Regional do Guará (HRGu), mas não apresentou a melhora esperada.

Diante da necessidade de internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI), ela foi transferida para o Hospital Santa Lúcia, na Asa Norte. Valentina sofreu três paradas cardíacas e segue internada.

Já na última segunda-feira (15/6), outra estudante foi picada por um escorpião dentro da Escola Parque 303/304 Norte, no Plano Piloto. Segundo a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), a aluna foi encaminhada ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), acompanhada pela equipe pedagógica da unidade e pelos responsáveis.

A estudante recebeu atendimento médico, passa bem e já retornou às atividades escolares.

Como evitar a presença de escorpiões

Para reduzir o risco de aparecimento desses animais, a Secretaria de Saúde orienta a população:

  • Manter quintais limpos.
  • Evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção e objetos sem uso.
  • Vedar ralos, frestas e outros acessos que possam servir de abrigo aos escorpiões.
  • Redobrar a atenção ao manusear pilhas de madeira, telhas e materiais armazenados por longos períodos.

Quando escorpiões forem encontrados dentro de residências ou em áreas próximas, a recomendação é acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160. Após o agendamento, equipes especializadas realizam vistorias, identificam possíveis focos e fazem a coleta dos animais encontrados.

Onde buscar ajuda

Atualmente, 11 hospitais da rede pública do Distrito Federal disponibilizam soro antiescorpiônico.

O DF também conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), serviço especializado que funciona 24 horas por dia e presta orientações sobre acidentes com animais peçonhentos pelos telefones 0800-644-6774 e (61) 99288-9358.

As unidades que oferecem o soro antiescorpiônico são:

  • Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib);
  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran);
  • Hospital Regional do Guará (HRGu);
  • Hospital Regional de Brazlândia (HRBz);
  • Hospital da Região Leste (Paranoá);
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC);
  • Hospital Regional do Gama (HRG);
  • Hospital Regional de Santa Maria (HRSM);
  • Hospital Regional de Planaltina (HRPl);
  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS);
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

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