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Eleições 2026Distrito Federal

Kiko promete enxugar governo com "Estado mais leve e menos secretarias"

Kiko Caputo é o terceiro a ser entrevistado na sabatina do Metrópoles que recebe os candidatos ao Governo do Distrito Federal

01/10/2026 11:55, atualizado 01/10/2026 12:51
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kiko promete enxugar governo com “Estado mais leve e menos secretarias”

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Kiko Caputo (Novo) é o terceiro a participar da sabatina do Metrópoles com os postulantes ao Palácio dos Buriti realizada nesta quinta-feira (1º/10), a três dias do primeiro turno. Acompanhe a entrevista abaixo:

Questionado sobre o que seria um governo de direita, Kiko afirmou que sua proposta combina responsabilidade fiscal e redução do tamanho do Estado com políticas voltadas à população. “As pessoas entendem que a direita não tem um olhar sobre o social. Nós entendemos que o trabalho é o maior programa social e mais efetivo, porque dá dignidade para a pessoa humana”, afirmou.

Segundo o candidato, ele seria o único postulante de direita na disputa pelo GDF. “Eu trago no DNA responsabilidade fiscal, menos tributos, Estado mais leve, governo com menos secretarias, apostando em mais servidores do que indicação política. A gente pensa na gestão, economia, diminuição do Estado e apoio ao empresariado. Para a população, nada melhor do que empresário com bom ambiente de negócio e segurança política”, declarou.

Kiko também defendeu mudanças na estrutura do governo e criticou a distribuição de secretarias entre parlamentares. “O DF está essa bagunça porque cada secretaria é destinada para cada parlamentar. Não adianta você, parlamentar, especialista em saúde, ser secretário de Transporte. A gente tem que acabar com essa história de feudos no DF e diminuir o número de secretarias. A máquina pública está pesada e ineficiente”, afirmou.

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Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
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Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Centrad

Questionado sobre o que pretende fazer com o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), Kiko afirmou que pretende ocupar o espaço imediatamente, caso seja eleito. “A gente tem que praticar uma política séria. É um absurdo ele estar fechado há 14 anos. Isso mostra desperdício de dinheiro público”, declarou.

O candidato disse que pretende transferir as secretarias do GDF para o complexo, com exceção da área de tecnologia e informática, que, segundo ele, deve permanecer no Biotic. “Minha intenção é levar todas as secretarias para lá. A única que não estará lá é a de tecnologia e informática, porque ela tem que ficar no Biotic. Ela tem que estar dentro do ecossistema de startups”, afirmou.

Kiko também criticou o desempenho do Distrito Federal na digitalização de serviços públicos. “O DF é o 23º em digitalização, isso é vergonhoso. Como a gente pode aceitar isso como normal? É tão vergonhoso como o último lugar em educação”, disse.

Grilagem e regularização fundiária

Questionado sobre grilagem de terras e regularização fundiária, Kiko criticou a atuação do poder público diante das ocupações irregulares e defendeu a regularização de áreas passíveis de legalização. Segundo o candidato, a ocupação irregular provoca prejuízos ao poder público e à população.

“Perde o Estado com uma expansão urbana desordenada e o cidadão que tem direito à moradia. Olha o que aconteceu no Assentamento 26 de Setembro. Nosso governo vai dar solução”, declarou.

Kiko afirmou ainda que pretende regularizar as áreas que estiverem dentro dos critérios legais e conceder gratuitamente escrituras para lotes de até 200 metros quadrados. “Vamos regularizar absolutamente tudo o que pode ser regularizado, vamos dar escritura para lotes de até 200 metros quadrados de graça, está na lei. Seremos implacáveis com a ocupação irregular. A gente mora na maior obra do século 20. Por que jogamos fora o planejamento?”, disse.

Segurança pública

Na área de segurança pública, Kiko defendeu a recomposição dos efetivos das forças de segurança e a valorização dos profissionais. O candidato também afirmou que pretende ampliar os cuidados com a saúde física e mental dos agentes. “Eles estão adoecendo pela falta de condição de trabalho. O serviço voluntário também tem que ser melhor remunerado”, respondeu.

Kiko também propôs a abertura de delegacias em todas as regiões administrativas do Distrito Federal e a criação de salas especializadas para o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, como crianças, idosos, mulheres e pessoas em situação de rua.

Segundo o candidato, há subnotificação dos casos de violência contra a mulher. “Temos subnotificação de violência contra a mulher por medo do agressor, pela falta de abordagem especializada nas delegacias. A família, às vezes, protege o autor”, disse.

Vulnerabilidade social

Ao ser questionado sobre a população em situação de rua, Kiko afirmou que o cenário é resultado de falhas nas políticas públicas. “Quando eu vejo um morador de rua, eu falo que essa é a fase visível da falência de políticas públicas”, declarou.

O candidato relacionou a situação também ao desemprego e à falta de geração de oportunidades. “Tem muito morador de rua desempregado, porque o governo não se preocupa em criar novas empresas, gerar empregos”, afirmou.

Kiko também citou casos de pessoas envolvidas com tráfico de drogas e roubos, além de problemas relacionados à assistência social, ao rompimento de vínculos familiares, ao uso de álcool e drogas e à saúde mental. “Temos que acolher essas pessoas”, disse.

Ao falar sobre vulnerabilidade social, Kiko relatou a própria trajetória e afirmou que pretende ampliar as oportunidades para que outras pessoas possam melhorar de vida. “Isso é até engraçado. Podiam me acusar de qualquer coisa, me acusaram de ser rico. Eu trabalho desde os 15 anos, sou caçula de uma família de nove filhos. Meu pai era servidor público. Tivemos educação e saúde de qualidade no serviço público. Depois, abri minha empresa aos 18 anos, de lavagem de carros e troca de óleo, e prosperei”, afirmou.

O candidato disse que quer que outras pessoas tenham oportunidades semelhantes. “Eu quero que todos tenham o mesmo destino que eu tive. A esquerda quer que você seja pobre, que você dependa dela e dos programas sociais. Eu quero que você prospere, que tenha emprego, que seu filho tenha educação de qualidade. Isso aqui já foi terra de oportunidade. Riqueza não pode ser demérito de ninguém”, declarou.

Participam mais cedo os candidatos Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT). Ainda serão entrevistadas Paula Belmonte (PSDB), às 19h; e Celina Leão (PP), às 20h.