Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Distrito Federal

Kiko Caputo dá indireta a Cappelli: "A esquerda quer que você seja pobre"

Candidato ao GDF foi questionado sobre como pretende cuidar das necessidades da população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade

01/10/2026 13:55
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kiko Caputo dá indireta a Cappelli: “A esquerda quer que você seja pobre”

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Kiko Caputo (Novo) participou da sabatina promovida pelo Metrópoles na manhã desta quinta-feira (1º/10). Questionado sobre como pretende compreender as necessidades da população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social tendo declarado o maior patrimônio entre os candidatos ao Buriti, de R$ 47 milhões, Kiko afirmou que quer oferecer condições para que as famílias prosperem.

Durante a resposta, o candidato também fez uma crítica à esquerda, em uma fala que pode ser interpretada como uma indireta ao também candidato Ricardo Cappelli (PSB), que havia feito uma declaração semelhante durante o debate da TV Globo, na última terça-feira (29/9). Na ocasião, Cappelli disse: “Kiko, com todo o respeito, você é rico, filho de rico, candidato dos ricos”. 

“Podiam me acusar de qualquer coisa, mas me acusaram de ser rico. A esquerda que quer que você seja pobre, que você dependa dela e dos programas sociais. Eu quero que você prospere, que tenha emprego, que seu filho tenha educação de qualidade”, declarou.

Assista ao trecho da entrevista abaixo:

Na sequência, o candidato defendeu políticas voltadas à geração de emprego e ao desenvolvimento econômico. “Isso aqui já foi terra de oportunidade. Riqueza não pode ser demérito de ninguém. Quero dar condições para as famílias prosperarem”, afirmou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Kiko também falou sobre a própria trajetória ao responder à pergunta sobre vulnerabilidade social. Ele disse que começou a trabalhar aos 15 anos e é o caçula de uma família de nove filhos. Segundo o candidato, o pai era servidor público e a família teve acesso a educação e saúde por meio do serviço público.

O candidato afirmou ainda que pretende manter os programas sociais, mas com responsabilidade. “O que a gente puder aumentar, nós vamos aumentar. Quero promover o desenvolvimento econômico. Quero dar igualdade de oportunidades”, declarou.

Situação do BRB

Ao falar sobre o BRB, Kiko Caputo criticou a gestão do banco e fez críticas ao governo de Celina Leão (PP). “Quebraram um banco”, afirmou. A declaração ocorre em meio à crise envolvendo o BRB e operações com o Banco Master.

Kiko afirmou que pretende transformar novamente o BRB em um banco de fomento, com foco no financiamento de pequenos empreendedores. “Primeiro quero voltar para que o BRB seja como era antes, um banco de fomento. Os empresários da Feira dos Importados estão precisando de microcrédito, e o BRB está quebrado”, declarou.

O candidato também criticou a atuação do BRB em relação ao Banco Master e os investimentos em patrocínios esportivos. “Dá aquele dinheirão para um banqueiro falido, debaixo dos olhos dos ocupantes do Buriti”, disse. O BRB comprou bilhões de reais em carteiras do Master e, posteriormente, enfrentou uma crise relacionada às operações com a instituição.

Kiko afirmou ainda que pretende utilizar recursos obtidos com a regularização fundiária e a venda de ativos que possam ser alienados para capitalizar o banco. “Minha proposta é correr com a regularização fundiária, vender o que pode ser vendido, aplicar esse dinheiro para capitalizar, voltar a ser um banco sólido, mas que não vai ficar patrocinando time de futebol do Rio, campeonato de vela em Dubai. Vamos cuidar dos empresários e da economia criativa”, afirmou.

Kiko Caputo dá indireta a Cappelli: “A esquerda quer que você seja pobre” - destaque galeria
5 imagens
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
1 de 5

Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
2 de 5

Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
3 de 5

Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
4 de 5

Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)
5 de 5

Kiko Caputo (Novo) participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta-feira (1º/10)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

“Enxugar governo”

Questionado sobre o que seria um governo de direita, Kiko afirmou que sua proposta combina responsabilidade fiscal e redução do tamanho do Estado com políticas voltadas à população.

“As pessoas entendem que a direita não tem um olhar sobre o social. Nós entendemos que o trabalho é o maior programa social e mais efetivo, porque dá dignidade para a pessoa humana”, afirmou.

Segundo o candidato, ele seria o único postulante de direita na disputa pelo GDF. “Eu trago no DNA responsabilidade fiscal, menos tributos, Estado mais leve, governo com menos secretarias, apostando em mais servidores do que indicação política. A gente pensa na gestão, economia, diminuição do Estado e apoio ao empresariado. Para a população, nada melhor do que empresário com bom ambiente de negócio e segurança política”, declarou.

Kiko também defendeu mudanças na estrutura do governo e criticou a distribuição de secretarias entre parlamentares.

“O DF está essa bagunça porque cada secretaria é destinada para cada parlamentar. Não adianta você, parlamentar, especialista em saúde, ser secretário de Transporte. A gente tem que acabar com essa história de feudos no DF e diminuir o número de secretarias. A máquina pública está pesada e ineficiente”, afirmou.