Kakay diz que processo de Adriana Villela é “escatológico”: “Inocente”

Advogado da arquiteta relembrou as confusões envolvendo delegados responsáveis pela investigação e voltou a falar que Adriana não é mandante

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Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay (3)
1 de 1 Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay (3) - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, responsável pela defesa da arquiteta Adriana Villela, chamou de “escatológico” o processo que condenou sua cliente pela morte dos pais dela e da empregada do casal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga, nesta terça-feira (11/3), um pedido de anulação da condenação de Adriana, condenada em 2019 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) como mandante do triplo homicídio.

“Esse é um processo um pouco teratológico e, às vezes, escatológico”, declarou Kakay. O advogado relembrou a confusão entre os delegados da Polícia Civil (PCDF) responsáveis pela investigação do crime à época. “Três pessoas presas por causa de um vidente”, relembrou.

O responsável pela defesa de Adriana relembrou, ainda, a inconsistência dos depoimentos dos autores do crime, Leonardo Campos Alves, e o sobrinho dele, Paulo Cardoso Santana.

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Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Adriana Villela, no julgamento do recurso que pede anulação do júri que condenou a arquiteta pelo triplo homicídio
Adriana Villela, condenada como mandante do assassinato dos pais e da funcionária do casal, é arquiteta e mestre em desenvolvimento sustentável
Kakay se mostrou otimista após fim da sessão
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Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Adriana Villela, no julgamento do recurso que pede anulação do júri que condenou a arquiteta pelo triplo homicídio

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Adriana Villela, condenada como mandante do assassinato dos pais e da funcionária do casal, é arquiteta e mestre em desenvolvimento sustentável
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“Na ânsia de colocar Adriana no crime, por pressão psicológica, o corréu [Paulo] chegou a dizer que Adriana estava na cena do crime e que chegou a dizer: ‘Matem esse velho’. Para a defesa, isso foi um presente, pois conseguimos fazer a prova negativa. Comprovamos que Adriana não estava na cena do crime. Produzimos prova técnica”, assegura Kakay. “Mas esse figurino óbvio não servia para a quantidade de erros que o processo já comportava.”

Kakay afirma que a linha do crime é “a prova irrefutável de que esse julgamento se deu de forma contrária às provas nos autos”.

Siga o julgamento:

Os advogados também alegam, entre outros pontos, que só conseguiram acesso a algumas mídias com depoimentos dos corréus quando o júri já tinha sido iniciado, o que teria configurado cerceamento de defesa e trazido prejuízos processuais à ré.

Kakay também mencionou a carta de Maria Villela direcionada a filha, Adriana. O advogado relembrou que o papel foi encontrado no escritório do casal e não havia sido enviada à arquiteta. “Não levaram em consideração o depoimento físico da família, que dizia que o relacionamento era ótimo”.

A defesa alega que não teve acesso a todas as provas. “Eram negadas todas as tentativas que fizemos. No sétimo dia (o júri durou 10 dias), tivemos acesso aos vídeos, que são depoimentos gravíssimos.

Por fim, Kakay fez homenagem à Adriana Villela, citou um poema de Rui Barbosa que reforça sua defesa. “A maior das nulidades é a nulidade da lei, a sua ilegitimidade constitucional.”

Defesa convicta

Na chegada ao julgamento, Kakay falou sobre o trabalho da defesa no caso. “Montamos uma linha do tempo que comprova desde a manhã até o momento que Adriana foi dormir que ela não podia estar no local do crime”, disse.

No julgamento, um dos executores do crime disse que Adriana estava no apartamento na noite do crime. Esse é um dos fatos usados pela defesa para pedir a anulação do júri. “A defesa está muito convicta da tese elaborada”, ressaltou ainda o advogado Marcelo Turbay.

Sequência

Nesta terça-feira (11/3), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa o caso de Adriana Villela, condenada a 61 anos pela morte dos pais – o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela – e da funcionária do casal, Francisca Nascimento da Silva. Apesar da sentença, Adriana está em liberdade até o momento.

A acusação será a próxima a falar. O MPDFT e um advogado assistente se dividirão em 15 minutos de manifestação.

Agora, o ministro Rogério Schietti, relator do caso, abrirá a rodada de votos com a leitura do relatório e com o próprio voto. Os outros quatro ministros, depois, apresentam seus votos. Nesta fase, eles podem acompanhar o relator, votar contra ele ou pedir vista — situação em que o julgamento deve ser pausado para que o ministro em questão analise o processo novamente e o retome em 60 dias.

Caso os ministros votem a favor da prisão imediata de Adriana, cabe ao TJDFT a expedição do mandado. Se os ministros optarem pela nulidade do júri, a condenação de Villela será anulada e, se o Ministério Público e a acusação julgarem necessário, terão que iniciar um novo processo contra a ré.

 

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