Justiça mantém suspensa votação da reforma da previdência no DF
Presidente do TJDFT negou pedido da Procuradoria da Câmara Legislativa para derrubar a liminar que suspendeu a votação na última terça (5/9)

O presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Mario Machado, negou o pedido da Procuradoria da Câmara Legislativa para suspender liminar que barrou a votação do Projeto de Lei Complementar nº122/2017.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasA Câmara recorreu da decisão do desembargador Waldir Leôncio Júnior na terça-feira (5). Em resposta, Mario Machado disse que “a hipótese não está legalmente prevista para competência desta Presidência (…).”
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA Procuradoria da Casa informou que não concorda com a decisão do TJDFT e vai passar o final de semana trabalhando para entrar com nova contestação na próxima segunda-feira (11). A Casa pretende ir até o Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja necessário.
Já a procuradora-geral do DF, Paola Aires Corrêa Lima, disse que ainda estuda qual instrumento será usado para questionar a decisão. “Sobre o mérito, ainda não iremos nos pronunciar. Vamos estudá-lo e entrar com o recurso”, afirmou.
A proposta barrada prevê a fusão dos fundos Capitalizado e Financeiro do Iprev. Além disso, cria uma previdência complementar para novos servidores públicos. Se aprovado, o PLC n°122 limitará a aposentadoria ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje de R$ 5,5 mil. Quem quiser ganhar acima desse valor quando se aposentar terá que contribuir com uma aposentadoria complementar.
Projeto encaminhado
O PLC n°122 foi entregue pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) à Câmara Legislativa em 23 de agosto, um dia após o governo anunciar que poderia parcelar os salários dos servidores caso não entrasse dinheiro em caixa até o fim do mês.
O governador chegou a convocar a imprensa para dizer que quem ganhasse acima de R$ 7,5 mil poderia receber em duas vezes. A medida afetaria 45 mil funcionários do governo local. Entre as possibilidades para evitar o fatiamento, segundo Rollemberg, estava a compensação previdenciária (R$ 791 milhões) por parte da União e a aprovação do PLC nº122.
Isso porque o governo alega que precisa dispor do Tesouro local R$ 170 milhões para pagar aposentadorias. As mudanças previstas, como a união dos fundos do Iprev, seriam uma solução rápida para que o desembolso mensal deixasse de ocorrer.



