Justiça mantém preso mecânico que matou patrão de forma brutal no DF
Funcionário matou o patrão dentro de oficina no SOF Norte e foi preso em flagrante pela PM em bar próximo ao local do crime
atualizado
Compartilhar notícia

A Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva a prisão de Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (7/5), no Núcleo de Audiências de Custódia do TJDFT. Ele havia sido preso em flagrante após matar o próprio patrão dentro de uma oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), nessa quarta-feira (6/5).
A audiência foi conduzida pelo juiz de direito substituto Dr. Roberto da Silva Freitas, que homologou o flagrante por considerá-lo formal e materialmente válido e, em seguida, decretou a prisão preventiva.
Para a decisão, foram levados em conta a gravidade concreta do caso e a necessidade de garantia da ordem pública. Também foi considerado que o crime teria ocorrido em contexto de vingança, em via pública e em horário de grande circulação de pessoas.
O magistrado citou ainda o laudo pericial, que aponta múltiplos ferimentos na vítima e elevada violência na execução do homicídio. Outro fator considerado foi o histórico do custodiado, que já responde a ação penal por tráfico de drogas.
Ataque brutal
O crime ocorreu por volta das 11h10, dentro da oficina OUD, no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), e resultou na morte do empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, dono do estabelecimento. Ele deixa um filho de 6 anos.
Flávio havia retornado de uma viagem a Alexânia com o irmão, onde foram buscar peças para o trabalho. Após chegarem à oficina, os dois conversaram e, em seguida, o irmão deixou o local.
Nesse curto intervalo, o empresário permaneceu sozinho no estabelecimento — momento em que o autor do crime, identificado como sobrinho de um funcionário e levado à oficina pelo tio para trabalhar como ajudante, teria iniciado o ataque.
“Ele não sabia que era a última vez. Meu irmão era conhecido pelo trabalho com restauração de veículos antigos e também por sua atuação no mercado de cervejas artesanais em Brasília. Um homem notável e muito amado pelos familiares e amigos”, disse o irmão da vítima.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o funcionário chega ao local, chuta o rosto do patrão, que estava sentado, e em seguida desfere diversos golpes de faca. Mesmo após a vítima cair, ele continua as agressões.
Na sequência, o agressor ainda arremessa uma roda contra a vítima e arrasta o corpo dentro da oficina, deixando um rastro de sangue. Flávio morreu no local.
Prisão em bar próximo
Eduardo foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em um bar próximo minutos após o crime.
No local, ele pediu uma água e um cigarro e chegou a solicitar que chamassem a polícia. A detenção, no entanto, não foi imediata. Segundo testemunha ouvida pelo Metrópoles, foram necessários cerca de 30 minutos até que alguém tivesse coragem de acionar as autoridades.
A esposa de um comerciante da região, Marilene Fernandes de Oliveira, de 62 anos, relatou que chegava ao local com o marido quando percebeu uma movimentação incomum no bar ao lado da oficina. O casal estacionou o carro na esquina e viu populares ao redor do suspeito, Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, que ainda segurava a faca ensanguentada usada no crime.
“Na hora não teve nenhum corajoso. A presença dele era muito intimidadora. Todo mundo ficou com medo de realmente ligar, porque ele estava armado”, contou. Segundo ela, moradores e comerciantes ficaram assustados com a cena.
Testemunhas também descreveram o comportamento do suspeito como tranquilo no momento em que entrou no bar.
Em depoimento, o suspeito afirmou que teria cometido o crime por vingança — versão que ainda será investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelo caso.








