Justiça mantém condenação de homem que tentou explodir bomba no aeroporto
Wellington Macedo foi condenado a seis anos por instalar explosivo em caminhão-tanque perto do Aeroporto de Brasília

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de Wellington Macedo de Souza a seis anos de reclusão, em regime fechado, pela tentativa de explosão de um caminhão-tanque carregado com 63 mil litros de querosene de aviação nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. O caso foi registrado na madrugada de 24 de dezembro de 2022.
Wellington recebeu o artefato explosivo de um comparsa e o colocou no eixo traseiro do veículo, que aguardava para reabastecer aeronaves. A bomba não detonou por causa de uma falha na montagem do mecanismo de acionamento.
A defesa recorreu da sentença, alegando ausência de intenção, desconhecimento sobre o conteúdo transportado pelo caminhão e sustentando a tese de crime impossível, sob o argumento de que o artefato não teria capacidade real de explodir.
Colegiado rejeitou recursos da defesa
Os desembargadores rejeitaram os argumentos apresentados e destacaram que imagens de câmeras de segurança e a confissão de um corréu demonstraram que o grupo passou diversas vezes pelo local antes de escolher o ponto exato para instalar o explosivo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA perícia concluiu que a carga explosiva era apta a produzir a detonação e que a falha ocorreu por um erro acidental na montagem do mecanismo, caracterizando apenas ineficácia relativa do meio empregado.
A Turma também afastou o pedido de reconhecimento de participação de menor importância. Para o colegiado, a atuação de Wellington, ao transportar o artefato e auxiliar na escolha do local e do momento da ação, foi essencial para a execução do crime.
Quanto à causa de aumento de pena prevista para explosão em depósito de combustível, os desembargadores entenderam que o conceito também abrange caminhões-tanque, independentemente de serem estruturas móveis.
Plano para provocar “comoção social”
Inconformados com a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de outubro de 2022, Wellington Macedo de Souza, George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues colocaram em prática um plano para provocar o que chamavam de “comoção social” capaz de desencadear a decretação de estado de sítio e intervenção militar, o que, segundo o arquitetado, tiraria Lula do poder.
A atenção do motorista do caminhão foi fundamental para descobrir a bomba antes que o veículo entrasse no terminal. Foi necessária a mobilização de equipes da Polícia Militar do DF (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), bem como o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil (PCDF).
O esquadrão antibomba da PMDF foi acionado às 8h e conseguiu desativar a bomba por volta das 13h20, de 24 de dezembro de 2022.
Processo também tramita no STF
Além da condenação mantida pelo TJDFT, Wellington Macedo é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.
A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e a prisão preventiva de Wellington foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.
George Washington e Alan Diego também respondem às mesmas acusações no STF. Os três ainda são réus em uma ação na Justiça Federal em que a União pede indenização por danos morais coletivos, processo que continua em andamento.
























