Justiça do DF mantém prisão de homem que fez família refém por 5 horas
Benigno Feitosa Silva, de 44 anos, manteve o filho de um mês sob a mira de uma faca. Ele foi preso em flagrante na quinta-feira (26/3)
atualizado
Compartilhar notícia

A Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva a prisão do homem acusado de manter a própria família refém no Itapoã. Benigno Feitosa Silva, de 44 anos, passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (27/3). Durante o cárcere, o homem manteve o filho recém-nascido sob a mira de uma faca.
O crime ocorreu nessa quinta-feira (26/3). Vizinhos ouviram a mulher gritando para que Benigno não machucasse o bebê do casal.
Após cerca de 5 horas de negociação, ele foi atingido por dois tiros de bala de borracha disparados pelos policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), preso e socorrido a um hospital da região.
Detalhes do resgate:
- A mulher e a criança, que tem 1 mês de vida, foram socorridas sem ferimentos.
- Por volta das 19h, dois tiros foram ouvidos no local. Benigno foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros que estava no local. Ele saiu carregado em uma maca.
- O caso é apurado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).
“Gritos e crianças chorando”
Ao Metrópoles, vizinhos da família feita refém detalharam como foi a ação do suspeito. Dois jovens moradores da região ajudaram a resgatar duas das crianças que estavam sob a posse do homem.
“Nós escutamos os gritos e as crianças chorando. Aí tiramos as crianças de dentro da casa. Nisso, o vizinho entrou com a mulher dele para dentro da casa e se trancou. Nós tentamos conversar com ele, mas não conseguimos”, detalha Daniel da Silva Moraes, de 28 anos.
Veja o relato dos vizinhos:
De acordo com o técnico de internet Douglas Alves dos Santos, de 18 anos, foi possível ouvir os gritos da mulher dentro da residência.
“Ela gritava: ‘Por favor, não faz isso com o nosso filho. Ele é recém-nascido’. Nessa hora, fomos até a casa e tentamos conversar com ele para sair, mas ele dizia que se alguém tentasse invadir iria se matar e, também, a criança”, conta Douglas.
O técnico também relatou que as duas crianças que conseguiram resgatar estavam apavoradas com a situação e pediam para ajudarem a mãe deles.
“Levamos as crianças para a casa de uma vizinha e, em seguida, acionamos a polícia. Também tenho um filho recém-nascido e fiquei com a mente abalada. Se não chamasse [a polícia], ia acontecer uma tragédia”, afirma o jovem.















