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No mesmo dia em que o deputado federal e presidente do PSDB-DF, Izalci Lucas, foi lançado como pré-candidato a governador do Distrito Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin encaminhou à primeira instância, nesta sexta-feira (18/5), um processo contra o parlamentar.

O inquérito investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos no âmbito do Programa de Inclusão Digital – DF Digital, implantado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF).

O possível envolvimento do parlamentar no conchavo foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir de indícios encontrados no computador de Reginaldo Silva Pereira Filho, ex-dirigente da Fundação Gonçalves Lêdo (FGL) e investigado na Operação Firewall, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil do DF.

Izalci Lucas foi secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal entre 2007 e 2010, no governo de José Roberto Arruda. O equipamento foi apreendido durante a operação.

A declinação de competência sobre o processo ocorre após decisão do STF de restringir o foro por prerrogativa de função a crimes ocorridos durante o mandato parlamentar e relacionados à atividade exercida.

Operação Firewall
A Operação Firewall investigou, em 2012, a relação entre a FGL e o Governo do Distrito Federal (GDF). De acordo com a Polícia Civil, o esquema teria começado em 2009, quando foi firmado um acordo sem licitação entre a fundação e a FAP/DF, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia.

O contrato previa o repasse de R$ 135 milhões para a FGL em cinco anos, e o desvio teria sido de R$ 30 milhões.

Izalci nega quaisquer irregularidades. Ao Metrópoles, o deputado federal declarou estar feliz pelo encaminhamento à primeira instância, pois terá a “oportunidade de mostrar que não tivemos nada com isso”. O parlamentar afirmou não ter sido o gestor do projeto.