Procurador sobre julgamento de Adriana: “Nunca enfrentei tanta força econômica”

Maurício Miranda é um dos representantes do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) no caso da 113 Sul

atualizado 30/09/2019 14:34

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O procurador Maurício Miranda, um dos representantes do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) no julgamento de Adriana Villela, destacou nesta segunda-feira (30/09/2019), oitavo dia de júri, que “nunca enfrentei tanta força econômica em um processo quanto agora. São peritos particulares pagos para fazer um trabalho que, claro, não vai apresentar pontos favoráveis para a acusação. Fica ridícula a posição deles diante do contexto”.

A arquiteta é acusada de ser a mandante do assassinato dos pais e da empregada da família, conhecido como crime da 113 Sul, Adriana deve ser interrogada nesta quarta-feira (01/10/2019). A previsão é a de que a oitiva da ré, no maior julgamento da história do DF, dure cerca de seis horas.

O advogado de Adriana Villela, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que a defesa queria dispensar a leitura das peças nesta segunda. “Nós entendemos que a prova técnica e testemunhal é absolutamente inteira e correta, a favor da inocência de Adriana. A base do MPDFT de acusação é uma carta de 2006, em que a mãe é dura com ela, que não considera dezenas posteriores e o depoimento de duas pessoas que têm interesse financeiro na causa, que são as filhas da Francisca (uma das vítimas), e contrataram um assistente de acusação. Não existe absolutamente nada que nos preocupe. Vamos fazer a leitura porque respeitamos o Ministério Público. Nós queremos julgar logo. Queremos a absolvição”, informou.

Depois disso, Adriana vai ser interrogada. “Ela tem o que dizer. É o único momento para ela fazer sua autodefesa. Eu não queria que falasse ao MPDFT, mas ela faz questão. É inocente e está indignada”, acrescentou o advogado.

Pelo segundo dia seguido, Adriana deixou o Tribunal do Júri durante exibição de imagens do processo. Como a ré responde o processo em liberdade, ela não é obrigada a participar do julgamento, de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

A arquiteta e jornalista é acusada de ser a mandante do triplo homicídio de José Guilherme, Maria Villela e da empregada do casal, Francisca Nascimento Silva. Eles foram mortos a facadas – 73 no total –, em 28 de agosto de 2009.

Adriana teria contratado o ex-porteiro do prédio dos Villelas Leonardo Campos Alves para matar os pais por R$ 60 mil. Ele, por sua vez, teria prometido dar R$ 10 mil a Francisco Mairlon Barros Aguiar para executar o crime. Sobrinho de Leonardo, Paulo Cardoso também foi acusado pelo esfaqueamento do trio. Julgados e condenados, os três estão presos.

Confira aqui o resumo do julgamento mais longo da história do DF até agora.

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