Operação Aquarela: Justiça adia julgamento de herdeiras do clã Roriz

Weslliane Roriz e Jaqueline Roriz são acusadas de corrupção e lavagem de dinheiro no episódio que provocou a renúncia do patriarca no Senado

atualizado

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Diogo Xavier/Câmara dos Deputados
Jaqueline Roriz
1 de 1 Jaqueline Roriz - Foto: Diogo Xavier/Câmara dos Deputados

O juiz André Ferreira Brito, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), atendeu ao pedido dos advogados de defesa e adiou o julgamento da Operação Aquarela, que desvendou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos sem licitação entre o Banco de Brasília e a Associação Nacional de Bancos (Asbace).

A ação atinge em cheio o clã Roriz. Weslliane Roriz e Jaqueline Roriz (foto em destaque) são acusadas de corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação provocou a renúncia do patriarca da família do mandato de senador, em 2007.

Com a mudança da data, os advogados de defesa poderão ter acesso à íntegra dos áudios das escutas telefônicas, antes de começar a fase de interrogatório dos réus. A previsão é que as oitivas aconteçam em 17 de outubro.

Em 2017, o ex-governador Joaquim Roriz se livrou da acusação de formação de quadrilha na denúncia feita pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decorrente da operação. No entendimento da juíza Ana Cláudia Loiola de Morais Mendes, da 1ª Vara Criminal de Brasília, houve prescrição dos prazos em razão da idade do denunciado (mais de 70 anos).

A extinção da punibilidade beneficiou, pelo mesmo motivo, o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura e o doleiro Georges Kammoun. A juíza amparou a decisão em artigos do Código Penal que preveem redução pela metade dos prazos de prescrição para réus maiores de 70 anos. A ação penal segue contra outras 19 pessoas.

Bezerra de Ouro
No âmbito da Operação Aquarela, o ex-governador Joaquim Roriz teve conversas telefônicas gravadas pela polícia. Os diálogos mostravam ele e Tarcísio de Moura negociando a entrega de um cheque de R$ 2,2 milhões.

Na ocasião, Roriz alegou que a quantia se tratava de um negócio particular com o empresário Nenê Constantino para a compra de uma bezerra no interior de São Paulo. O então presidente do BRB seria o responsável por descontar o cheque do Banco do Brasil no caixa da instituição candanga. O caso ficou conhecido como o escândalo da Bezerra de Ouro.

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