Justiça manda soltar médica acusada de matar filho na Asa Sul

Juliana Pina de Araújo será internada em clínica particular. Segundo as investigações, ela teria dado medicamentos para menino de três anos

atualizado

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juliana de pina araújo
1 de 1 juliana de pina araújo - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Acusada de matar o filho de três anos em junho de 2018, a médica Juliana Pina de Araújo, 34, vai ser posta em liberdade e internada em clínica particular. Ela foi indiciada por homicídio duplamente qualificado (envenenamento e não ter dado chance de defesa ao menino). A criança teria sido vítima de uma overdose de remédios.

Pediatra e servidora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ela estava presa desde a data do crime no Presídio Feminino do Distrito Federal, mais conhecido como Colmeia.

O alvará de soltura foi concedido poucos dias após o juiz Paulo Afonso Siqueira, do Tribunal do Júri, pedir para o Instituto Médico Legal (IML) avaliar a sanidade mental da mulher.

“Expeça-se alvará de soltura em cumprimento ao determinado pela 2ª Turma Criminal que, por meio de ofício, informou que deu provimento, para substituir a prisão preventiva da acusada/paciente por sua internação em clínica particular”, diz trecho da decisão.

O resultado do laudo está sob sigilo e o processo contra a pediatra fica suspenso.

A tragédia ocorreu por volta das 17h40 do dia 27 de junho, na 210 Sul, no 4º andar do Bloco J. O garoto chegou a ser levado ao Hospital Materno Infantil (Hmib), mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais dele. Ao lado do filho da servidora, havia uma mamadeira e remédios de uso controlado.
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Família morava no 4º andar. Na janela, objetos da criança morta
Menino foi levado para o Hmib, mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais
A médica ficou temporariamente internada na ala psiquiátrica do Instituto Hospital de Base (IHB)
O Samu foi acionado, mas, quando a ambulância chegou, mãe e filho já tinham sido levados para o hospital
Prédio na 210 Sul onde ocorreu a tragédia
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Prédio na 210 Sul onde ocorreu a tragédia

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Família morava no 4º andar. Na janela, objetos da criança morta
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Família morava no 4º andar. Na janela, objetos da criança morta

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Menino foi levado para o Hmib, mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais
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Menino foi levado para o Hmib, mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais

Tony Winston/Agência Brasília
A médica ficou temporariamente internada na ala psiquiátrica do Instituto Hospital de Base (IHB)
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A médica ficou temporariamente internada na ala psiquiátrica do Instituto Hospital de Base (IHB)

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O Samu foi acionado, mas, quando a ambulância chegou, mãe e filho já tinham sido levados para o hospital
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O Samu foi acionado, mas, quando a ambulância chegou, mãe e filho já tinham sido levados para o hospital

JP Rodrigues/Especial para o Metrópoles

Segundo relato do porteiro do bloco à polícia, Juliana teria descido do apartamento e dito que tinha matado o filho e tentado tirar a própria vida. Ambos foram levados para o hospital pelo funcionário e um morador do prédio, no carro da médica.

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