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Acusada de envolvimento na operação Caixa de Pandora, a promotora de Justiça afastada do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Deborah Guerner foi condenada a um ano de detenção pela Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).  A condenação diz respeito ao crime de desacato contra uma gerente do Banco do Brasil. Apesar da decisão, a Justiça substituiu a punição por uma pena alternativa.

De acordo com a decisão da Corte, o crime ocorreu em 2012, quando a promotora teria agredido verbalmente e ameaçado a gerente com um objeto pontiagudo após ela se negar a renegociar uma dívida que Deborah tinha com a instituição financeira. Mesmo com a condenação, o Ministério Público entendeu que o processo não deveria ser suspenso porque a promotora já responde a duas ações penais no TRF.

Durante o processo, a promotora de Justiça pediu a nomeação de um curador especial para o processo, com o argumento de que sofreria de transtornos psiquiátricos. Com base nessa justificativa, ela tentou, sem sucesso, suspender o processo até ser submetida a um exame de sanidade mental. O relator da ação, o desembargador federal Marcos Augusto de Sousa, alegou que não há elementos indicativos de alteração no estado mental da acusada que justifique avaliação médica.

Na Caixa de Pandora, Guerner é acusada de tentar extorquir R$ 2 milhões do ex-governador José Roberto Arruda. Ela teria ainda vazado informações sigilosas no âmbito do MP para favorecer o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que delatou o esquema de corrupção no governo.

 

 

 

 

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