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Distrito Federal

Justiça determina retenção de passaporte de advogado que enganou PMs

Denúncia anônima informou que Glauber Nassar tentaria fugir para o Paraguai de carro e, no país vizinho, tentaria embarcar para a Europa

20/05/2025 02:20, atualizado 20/05/2025 07:08
Reprodução
Foto de homem careca com gravata

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) pediu que o advogado que fez pirâmide e enganou policiais entregasse o passaporte. A decisão partiu de uma denúncia em que Glauber Melo Nassar (foto em destaque) teria planejado fugir para o Paraguai e, de lá, embarcar para a Europa.

Em setembro de 2024, o advogado foi condenado a 27 anos de reclusão por estelionato. Ele recorre da sentença em liberdade.

A decisão do desembargador Arnaldo Corrêa Silva ainda determinou a intimação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para que tivessem conhecimento da suposta fuga e tomassem providências cabíveis. Os órgãos são os encarregados pela fiscalização das saídas do território nacional.

“Diante da materialidade do crime de estelionato, no qual auferiu o montante mínimo de R$ 345.666, o patamar financeiro e econômico em que se encontra viabiliza a possibilidade de se evadir do país, a fim de não responder pelo crime praticado, trazendo verossimilhança à ‘denúncia anônima'”.

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Relembre o que aconteceu

  • Segundo o processo, Glauber Nassar atraía as vítimas no curso “Mentes Milionárias” dentro de uma igreja evangélica em Samambaia.
  • Ele se apresentava como um trader do mercado financeiro com experiência na bolsa de valores.
  • Com a palestra, o golpista atraiu as vítimas que fecharam negócio com ele em um prédio da Asa Sul, que tinha o timbre Nassar Trader.
  • Nas negociações, Glauber prometia o retorno do capital investido com o rendimento de 10% ao mês na aplicação, o que renderia ao todo 120% de rendimento em um ano mais o valor inicial investido.
  • Os primeiros acordos foram feitos em fevereiro de 2019.
  • As vítimas relataram ter recebido a quantia até fevereiro do ano seguinte.
  • Em março de 2020, o advogado deixou de cumprir os acordos firmados sem passar nem os aportes mensais, muito menos devolver a quantia investida.
  • Na defesa, Glauber disse que não era apenas um convidado da palestra ”Mente Milionária”, ministrada pelo pastor da igreja. Ele também justificou que deixou de fazer os pagamentos devido à pandemia de coronavírus.

Denúncia de fuga

O desembargador determinou a apreensão do passaporte após uma denúncia de fuga. Pelo relato, Glauber tentaria fugir para o Paraguai em um Jeep Compass – o caro é o mesmo que está em penhora para quitar as dívidas com as vítimas.

No país vizinho, Glauber venderia o carro antes de embarcar para a Europa. Não consta a informação de qual país seria o destino do advogado em um possível plano de fuga.

A reportagem entrou em contato com o TJDFT para saber se o passaporte foi apreendido, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

O Metrópoles também tentou falar com Glauber, mas não obteve sucesso até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.