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Distrito Federal

Justiça de Goiás negou medidas protetivas à mulher amordaçada por ex

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, que ficou cinco dias em cárcere privado, relatou ter sido vítima de agressões físicas e violência sexual

24/08/2026 12:50, atualizado 24/08/2026 13:05
Reprodução / Redes sociais
Justiça de Goiás negou medidas protetivas à mulher amordaçada por ex

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, resgatada após passar cinco dias acorrentada e amordaçada em um cativeiro em Águas Lindas de Goiás (GO), havia solicitado medidas protetivas contra o ex-marido Ailton Rodrigues de Souza. O pedido, no entanto, foi indeferido pela Justiça de Goiás.

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No local, foram apreendidos correntes, cordas e sedativos
Momento da prisão de Ailton, ex-companheiro da vítima
Carta feita pela vítima enquanto estava presa
Vítima estava acorrentada quando foi encontrada pelos policiais militares
Ela foi resgatada por policiais militares após a prisão do ex-companheiro
Ailton Rodrigues de Souza foi preso após manter a ex em cárcere privado por cinco dias
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Ailton Rodrigues de Souza foi preso após manter a ex em cárcere privado por cinco dias

PCGO
No local, foram apreendidos correntes, cordas e sedativos
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No local, foram apreendidos correntes, cordas e sedativos

Reprodução / PMGO
Momento da prisão de Ailton, ex-companheiro da vítima
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Momento da prisão de Ailton, ex-companheiro da vítima

Reprodução / PMGO
Carta feita pela vítima enquanto estava presa
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Carta feita pela vítima enquanto estava presa

Reprodução / PMGO
Vítima estava acorrentada quando foi encontrada pelos policiais militares
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Vítima estava acorrentada quando foi encontrada pelos policiais militares

Material cedido ao Metrópoles
Ela foi resgatada por policiais militares após a prisão do ex-companheiro
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Ela foi resgatada por policiais militares após a prisão do ex-companheiro

Reprodução / PMGO

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a mulher teve uma medida concedida em dezembro de 2020, com validade de 180 dias devido aos elementos apresentados à época. Em 2021, durante um inquérito policial, a própria vítima disse que não tinha interesse na continuidade da medida.

“O Ministério Público opinou pelo arquivamento do inquérito por ausência de justa causa, manifestação acolhida pelo juízo competente, que determinou também a revogação e o arquivamento da medida protetiva então vigente, em razão de sua natureza acessória ao inquérito”, disse o tribunal.

Em 2026, Emiliane fez um novo pedido de medidas protetivas, relatando episódios ocorridos entre dezembro de 2025 e março deste ano. Entre os fatos mencionados estavam danos a uma câmera de segurança, lançamento de artefatos explosivos nas proximidades da residência e o afrouxamento dos parafusos do veículo.

De acordo com o TJGO, a própria vítima disse não ter certeza sobre a autoria dos episódios e apenas suspeitava do envolvimento do ex-marido. Depois, ela relatou uma invasão à residência, com destruição de câmeras de segurança e pichação do muro, mas, novamente, sem elementos que permitissem vincular os fatos ao ex-companheiro.

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“O Ministério Público opinou pelo indeferimento do pedido, e o juízo, em decisão fundamentada, indeferiu as medidas protetivas por ausência de elementos objetivos que demonstrassem a atualidade do risco e a vinculação do requerido aos fatos narrados, ressalvando expressamente a possibilidade de novo pedido caso sobrevenham fatos novos e concretos”, diz o TJGO.

O TJGO ressaltou ainda que a decisão deixou expressamente aberta a possibilidade de um novo pedido caso surgissem fatos novos e concretos.

Na última sexta-feira (21/8), Emiliane Tamara Nunes Carvalho foi resgatada por policiais militares com correntes, cordas e com o rosto coberto por uma máscara e amordaçada. Ela estava desaparecida desde 17 de agosto, quando saiu de casa para ir a uma consulta e não retornou.


Relembre o caso

  • Em 17 de agosto, a jovem estava na região da Morada da Serra quando utilizou um mototáxi para se deslocar até a clínica localizada na Barragem 1;
  • Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento após a consulta;
  • Segundo informações da PMGO, depois que saiu do comércio, ela foi sequestrada pelo ex-companheiro e mantida sedada em um cativeiro;
  • A equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste chegou à mulher após a equipe abordar o ex-companheiro dela em via pública;
  • Durante a abordagem, ele teria tentado fugir e resistido, mas acabou sendo preso.

Durante a audiência de custódia, Ailton afirmou que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas negou ter usado a arma para ameaçar ou sequestrar a ex-esposa. A Justiça de Goiás manteve a prisão de Ailton no último sábado (22/8).

Após o juiz comunicar a decisão de converter a prisão em flagrante em preventiva, Ailton pediu para falar. Nesse momento, ele falou sobre ser CAC: “Eu sou CAC, mas eu não fiz o uso da arma. A arma estava guardada”, disse.

O homem também afirmou não possuir antecedentes criminais. Questionado sobre eventual violência praticada pelos policiais durante a prisão, disse que não havia sido agredido, mas alegou ter sido ameaçado.

Ailton afirmou ainda que faz uso de calmantes para dormir devido a crises nervosas que, segundo ele, vem enfrentando.

Resgate

Policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste resgataram, na última sexta-feira (21/8), a jovem de 24 anos que foi mantida acorrentada e amordaçada pelo ex-marido durante cinco dias, em Águas Lindas de Goiás. O autor foi preso em flagrante por sequestrar a vítima e por mantê-la em cárcere.

Veja imagens do resgate:

No cativeiro, os policiais encontraram a mulher presa com algemas, cordas e uma corrente de ferro. Ela também usava uma máscara no rosto, para evitar que vizinhos pudessem ouvir seus gritos. Após o resgate, a vítima relatou ter sido estuprada por diversas vezes pelo ex.

De acordo com a Polícia Militar de Goiás (PMGO), a mulher era considerada desaparecida pelos familiares desde a última segunda-feira (17/8), quando saiu de casa para ir a uma consulta e não retornou. Na data, a jovem estava na região da Morada da Serra quando utilizou um mototáxi para se deslocar até a clínica localizada na Barragem 1.

Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento após a consulta. Esta foi a última vez que a vítima foi vista antes de desaparecer. Segundo informações da PMGO, depois que saiu do comércio, ela foi sequestrada pelo ex-companheiro e mantida sedada em um cativeiro.

Prisão

A equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste chegou à mulher após a equipe abordar o ex-companheiro dela em via pública. O homem também havia sido dado como desaparecido na terça-feira (18/8).

Durante a abordagem, ele teria tentado fugir e resistido, mas acabou sendo preso. Por meio da análise de endereços ligados ao homem, foi possível chegar ao local em que a vítima estava sendo mantida em cárcere.

No cativeiro, os policiais apreenderam um carro, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil de Goiás.