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Distrito Federal

Justiça condena homem que matou companheira após empurrá-la de escada no DF

Matheus Alberto Comar foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão por feminicídio. Vítima morreu após ter traumatismo craniano

23/10/2026 13:07
Lara Abreu / Arte Metrópoles
arte de um homem em um escada

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou Matheus Alberto Comar, de 34 anos, a 26 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por empurrar da escada e matar a companheira, Cristiane Santos.

O réu foi julgado pelo Tribunal do Júri na quinta-feira (22/10). Os jurados reconheceram que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e com emprego de meio cruel.

O crime aconteceu em 18 de setembro, em um prédio no bairro Residencial do Bosque, em São Sebastião (DF). Na ocasião, Cristiane foi socorrida em estado grave e encaminhada ao hospital, onde morreu dois dias depois.

Durante o julgamento, a defesa sustentou que Matheus não teve a intenção de matar a companheira e pediu a desclassificação da acusação. O Conselho de Sentença, contudo, rejeitou a tese defensiva e acolheu integralmente a acusação admitida na decisão de pronúncia.

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Na definição da pena, a magistrada fixou a pena-base em 20 anos de reclusão. A confissão espontânea foi compensada pela reincidência do réu. Em seguida, a pena foi aumentada em um terço pelo reconhecimento do meio cruel, chegando ao total de 26 anos e 8 meses de prisão.

A sentença também determinou o início imediato do cumprimento da pena, conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as condenações proferidas pelo Tribunal do Júri. A decisão é passível de recurso.

Relembre o crime

Segundo os autos, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica no endereço. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Cristiane desacordada, caída perto do portão de uma residência, com ferimentos e sangramentos na boca, no nariz e no ouvido.

Matheus confessou o crime aos policiais militares. Ele relatou que discutia com a companheira quando a agrediu e, ao chegar perto da escada existente no lote, a empurrou.

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Um vizinho contou que Matheus estava sob efeito de crack e começou a gritar com Cristiane. Com medo, a vítima teria saído do apartamento e passado em frente à porta da residência, em direção à escada.

Em seguida, o homem correu atrás dela. O vizinho relatou ter ouvido um barulho e um grito de Cristiane. Ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrou a mulher caída no chão.

Ainda de acordo com a testemunha, Matheus ficou desorientado e passou a subir e descer a escada diversas vezes. Em um desses momentos, voltou com um balde cheio de água e jogou o conteúdo na escada.

Questionado pelo vizinho, Matheus disse que queria limpar o sangue do local. À Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a testemunha afirmou suspeitar que o acusado pretendia simular que Cristiane havia escorregado e caído.

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), mas morreu após dois dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o laudo cadavérico, a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico provocado por ação contundente.