Jovem denuncia abuso em festa no Setor de Clubes Sul; PCDF investiga

A vítima disse que teria sido acariciada por um colega, que teria colocado o pênis para fora; o caso foi registrado como importunação sexual

atualizado

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1 de 1 Foto colorida de mulher escondendo o rosto - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga uma denúncia feita por uma jovem de 18 anos de um suposto abuso ocorrido em um festa no Setor de Clubes Sul, em 11 de abril. À PCDF, a vítima disse ter sido acariciada sem consentimento por um colega de 19 anos, que também teria colocado o pênis para fora.

O caso é investigado como importunação sexual. O nome dos envolvidos não será divulgado em virtude das investigações ainda estarem em fase inicial.

A jovem registrou o boletim de ocorrência na mesma noite do ocorrido na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (Deam I), na Asa Sul. Segundo a corporação, durante o relato, a vítima explicou que teria passado mal no evento e que o acusado teria se oferecido para ajudá-la. Na ocasião, ele a teria levado para um lugar isolado, onde teria cometido o crime.

Ao Metrópoles, a jovem disse ter sido agredida com um tapa no rosto e que o colega teria feito investidas sexuais.

“Comecei a ter uma crise de soluço e a reclamar para os meus amigos. Aí minha amiga perguntou se ele poderia ir lá buscar uma água comigo. A gente foi. Ele pegou uma água comigo, só que ele começou a me pegar pelos braços e os dedos dele ficaram marcados no meu braço. E aí ele continuou me levando pelo braço e eu comecei a falar: ‘A festa é para lá, vamos voltar’, mas aí ele foi lá e me agrediu com um tapa no meu rosto e eu fiquei em estado de choque”, contou a jovem.

Ela relatou ainda que ele teria chegado a colocar o pênis para fora da calça. “Ele me jogou no chão e colocou o membro dele para fora. Quando ele colocou o membro dele para fora, botou minha mão a força. Eu falei que não queria, pedi para ele me respeitar. E aí ele começou a enfiar o dedo dele no meu órgão genital e eu comecei a me desesperar”.

Ainda, segundo a jovem, por não ter como pedir socorro por não estar com o celular no momento, ela apelou ao lado emocional. “Aí ele parou o que estava fazendo e pedi um Uber”. A vítima disse que foi embora da festa após a situação.

Apesar do relato, segundo a PCDF, durante o registro da ocorrência, a jovem não teria informado nenhum tipo de violência física ou agressão, nem grave ameaça. Diante disso, a autoridade policial do plantão configurou o caso como um crime de importunação sexual.

“Naquele momento, diante do relato, não era uma situação para o encaminhamento ao IML (Instituto Médico Legal), pois não havia vestígios para serem objetos de exame de corpo de delito, qualquer que fosse”, informou a PCDF.

A corporação ressaltou que é a “capitulação legal inicial” ainda é provisória. “A autoridade policial que irá prosseguir nas investigações no inquérito pode ter entendimento diverso, da prática de outro crime sexual, se as provas colhidas carrearem nesse sentido”, acrescentou.

O suspeito ainda será convocado para prestar depoimento no decorrer das diligências.

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