Jovem com deficiência se formará em pedagogia com a mãe no DF

Para acompanhar a filha com paralisia cerebral, Cleideleia Vieira, 47 anos, decidiu cursar pedagogia com a jovem, de 24, em faculdade do DF

atualizado 12/07/2022 7:31

Mulher com vestido rosa em pé ao lado de menina em cadeira de rodas. Elas estão dentro de uma sala de aula colorida Gabriela Pereira/Uniceplac

Sonho de muitos, cursar uma graduação nem sempre é simples. São muitas as barreiras capazes de impedir alguém de ingressar no ensino superior. No entanto, no caso de Laura Vieira, o fim da história é feliz. A jovem de 24 anos e sua mãe, Cleideleia Vieira, 47, estão próximas de concluir o curso de pedagogia.

Laura tem paralisia cerebral diplegia e foi aprovada para cursar direito na Universidade de Brasília (UnB). Porém, após visitar o campus na Asa Norte antes do início das aulas, optou por estudar em uma instituição perto de casa, no Gama. Começou aí a procura de Cleideleia por uma faculdade que pudesse receber a filha.

A mãe relata que no primeiro momento a busca foi desanimadora. “Procurei faculdades próximas a minha localidade e que seriam inclusivas, porém não fomos bem atendidas”.

Laura, que nesse momento já havia escolhido outro curso, prestou o vestibular e foi aprovada no Uniceplac para estudar pedagogia. Sua mãe, então, resolveu também participar do processo seletivo para acompanhar a filha e aproveitar para se graduar em uma área que já fazia parte de seu cotidiano. Afinal, era costume acompanhar Laura nas aulas durante toda a vida escolar da jovem.

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A coordenadora do curso de pedagogia da universidade, Eusiléa Severiano, foi uma das pessoas que receberam Cleideleia e atuaram diretamente na elaboração de uma prova de seleção adaptada às necessidades de Laura. Ela conta que logo na primeira conversa com a mãe garantiu que a instituição trabalharia para que a jovem recebesse uma educação inclusiva e com a mesma qualidade que os demais alunos.

“Adaptamos tudo que é possível às necessidades da Laura, as provas, as salas de aula no térreo da faculdade. Toda a equipe do curso trabalha para auxiliar as duas da melhor maneira possível e garantir que a Laura se sinta acolhida e participe de todas as atividades propostas no curso”.

As duas se dizem realizadas com a graduação. “Até mesmo em questão de acessibilidade, todos nos ajudaram. Abriram o estacionamento para que eu pudesse estacionar mais perto da entrada. Os professores são maravilhosos, todos eles auxiliam a Laura e adaptam as provas de acordo com as necessidades dela. E os colegas de classe também são acolhedores”, ressalta Cleideleia.

Hoje mãe e filha estão no 7º período do curso e logo vão iniciar a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). E ambas já têm em vista um novo desafio: querem uma segunda graduação. Dessa vez, pretendem ingressar e se formar no curso de psicologia.

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