Jornalista Sônia Carneiro será enterrada nesta terça-feira (22/9) no DF
Sônia Carneiro morreu, aos 74 anos, nesse domingo (20/9); a despedida no Campo da Esperança, na Asa Sul, a partir das 9h

A jornalista Sônia Carneiro, que morreu aos 74 anos, no último domingo (20/9), será velada nesta terça-feira (22/9), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul (DF), das 9h às 11h, com sepultamento marcado para às 11h30.
Conhecida carinhosamente por familiares, amigos e colegas como Soninha, ela dedicou mais de cinco décadas de sua vida ao jornalismo, à comunicação e ao acompanhamento da vida pública brasileira, construindo uma trajetória marcada pela experiência, pelo compromisso com a informação e por uma competência singular.
Sônia deixa os dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter, além dos netos. A causa da morte não foi divulgada.
Comoção
Por meio de nota, o Sindicato dos Jornalistas do DF lamentou a morte de Sônia Carneiro. “Neste momento de tristeza e consternação, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal presta suas sinceras condolências à família, aos amigos e a todas e todos que tiveram o privilégio de conviver com esta verdadeira referência da nossa profissão”
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), usou as redes sociais para lamentar o falecimento de Sônia.
“A partida da jornalista Sônia Carneiro é uma triste notícia para a política e o jornalismo brasileiros. Foram mais de 50 anos dedicados à profissão e, como mulher, foi também pioneira na cobertura do Congresso Nacional. Deixo meus sentimentos à família e aos amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, publicou.
O senador Jaques Wagner (PT) também publicou uma homenagem para Sônia. A jornalista integrava a assessoria de comunicação do parlamentar.
“Foram mais de 30 anos de convivência e parceria. Uma relação que nasceu no trabalho, mas que há muito tempo já tinha ultrapassado qualquer vínculo profissional. Soninha faz parte da minha caminhada. Falar de Soninha é falar de confiança, teimosia, competência e ousadia. Uma jornalista excepcional, que acreditava, insistia e fazia acontecer, sempre com a convicção de que era possível fazer mais e melhor”, escreveu.
Trajetória
Sônia iniciou a carreira em 1971 e construiu uma parte fundamental de sua trajetória profissional na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, onde permaneceu por 32 anos, até 2003. A comunicadora tinha uma longa trajetória na cobertura política brasileira.
Ao longo desse período, exerceu diferentes funções no jornalismo, passando por atividades como repórter, chefe de reportagem e chefia da Rádio Jornal do Brasil em Brasília.
Foi também setorista do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, acompanhando diariamente, durante sua longa trajetória na cobertura política, os principais personagens, decisões e acontecimentos do poder em Brasília.
Essa posição privilegiada de observação e apuração permitiu que Sônia testemunhasse e cobrisse alguns dos episódios mais relevantes da história política contemporânea do Brasil.
Ela acompanhou acontecimentos como o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, sucessivas campanhas eleitorais e diferentes períodos da Presidência da República.
Sua experiência como testemunha de momentos decisivos da história brasileira também foi posteriormente registrada em projetos dedicados à memória da imprensa, da política e da democracia, especialmente em depoimentos sobre a Assembleia Nacional Constituinte e o processo de redemocratização do país.
Em 1992, recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à sua atuação profissional.
Encerrado seu ciclo de 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, Sônia iniciou uma nova etapa de sua trajetória profissional. Trabalhou durante 24 anos com Jaques Wagner, acompanhando diferentes momentos de sua vida pública.
Nos últimos anos, integrava o gabinete do senador Jaques Wagner, onde continuava colocando sua experiência, seu conhecimento da política brasileira e sua competência profissional a serviço da atividade pública.
“Mais do que uma jornalista que testemunhou acontecimentos históricos, Sônia deixa a memória de uma profissional que viveu intensamente o jornalismo e a política brasileira, acompanhando suas transformações ao longo de diferentes gerações”, exaltou a família da jornalista.






