Irmã diz que menina matou mecânico após ele negar carona

A policiais, a garota disse que assassinou a vítima na ADE de Águas Claras depois de tentativa de estupro

atualizado 29/01/2020 13:23

Hugo Barreto/Metrópoles

A família da adolescente de 13 anos contesta a versão dada pela menina, de que Antônio Soares da Silva, 51, teria tentado estuprá-la. A irmã da suspeita disse que a garota estava sob efeito de drogas, pois teria usado Rohypnol, e teria assassinado o homem, que estaria bêbado, após a vítima se negar a dar uma carona para outra irmã dela.

Foi a própria irmã quem chamou a polícia. Ela disse que a menina começou a jogar pedra e tijolos na vítima. A versão dela foi confirmada ao Metrópoles pelo delegado Juvenal Oliveira, chefe da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) II, unidade de Ceilândia.

O crime ocorreu na Área de Desenvolvimento (ADE) de Águas Claras, por volta das 23h de terça-feira (28/01/2020). O mecânico morava em cima da oficina onde trabalhava.

Assim que foram acionados, policiais militares foram ao local e encontraram a vítima no chão, com sinais de violência. Os moradores tentaram reanimar Antônio. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte. A adolescente, suspeita de cometer o crime, estava no endereço e também precisou de atendimento médico após passar mal.

Ao ser levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), disse que cometeu o ato após sofrer uma tentativa de estupro.

Ela detalhou que, na noite dessa terça-feira (28/01/2020), estava com uma irmã, que está grávida, andando em via pública. Contou que Antônio teria mexido com ela, assoviado, e mostrado o pênis. Logo em seguida, teria corrido e tentado agredi-la. Momento que a adolescente deu uma “gravata” no mecânico e o enforcou.

O homem caiu e a adolescente começou a agredi-lo com chutes na cabeça. Depois, pegou um tijolo e jogou na cabeça dele. Ressaltou ainda que a irmã se aproximou e tentou impedir as agressões. Garantiu que só quis se defender de um possível estupro e não conhecia Antônio.

A DCA II  informou que a polícia vai pegar as imagens de câmeras de segurança do local onde ocorreu o crime.

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