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Apuração pelo Brasil

Distrito Federal

Infestação de escorpiões tira sono de moradores de prédio na Asa Norte

Ao menos quatro unidades registraram animais; comunidade teme novos casos e cobra ações da Vigilância Ambiental

Arquivo pessoal
Infestação de escorpiões tira sono de moradores de prédio na Asa Norte

Moradores da 109 Norte reclamam da falta de suporte após encontrarem escorpiões repetidamente dentro dos próprios apartamentos. Segundo a comunidade, a Vigilância Ambiental em Saúde foi acionada e esteve no prédio, mas, não houve qualquer orientação para conter os animais, que continuaram aparecendo.

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Ao menos quatro apartamentos da 109 Norte já registraram escorpiões; moradores temem novos acidentes
Escorpiões aparecem em apartamentos da 109 Norte, e moradores recorrem a medidas particulares para tentar conter os animais
Moradores da 109 Norte relatam aparecimento de escorpiões dentro de apartamentos e cobram suporte da Vigilância Ambiental
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Moradores da 109 Norte relatam aparecimento de escorpiões dentro de apartamentos e cobram suporte da Vigilância Ambiental

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Ao menos quatro apartamentos da 109 Norte já registraram escorpiões; moradores temem novos acidentes
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Ao menos quatro apartamentos da 109 Norte já registraram escorpiões; moradores temem novos acidentes

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Escorpiões aparecem em apartamentos da 109 Norte, e moradores recorrem a medidas particulares para tentar conter os animais
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Escorpiões aparecem em apartamentos da 109 Norte, e moradores recorrem a medidas particulares para tentar conter os animais

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Ao menos quatro apartamentos do prédio já registraram a presença de escorpiões. Os animais foram encontrados em diferentes pontos das unidades, inclusive dentro do box do banheiro de Flaviana Kalil, 43 anos, que conta que o namorado estava tomando banho quando o animal foi encontrado.

“A maior preocupação é saber se está só no prédio ou na quadra. Esse veio do ralo, mas o do meu vizinho, na mesma prumada, veio do exaustor. Não dá para fechar todas as frestas”, afirma.

Desde que encontrou o animal, Flaviana diz que passou a vistoriar a casa antes de entrar nos cômodos, verificando toalhas, brinquedos e o teto, com medo de encontrar outro escorpião.

“Eu me mudei para a Asa Norte agora. Eu tenho um filho de 6 anos, que anda descalço, cheio de brinquedo espalhado em casa. Está desesperador”, relata.

Diante da preocupação, os moradores decidiram contratar uma consultoria particular para avaliar a situação e identificar possíveis pontos de entrada dos animais. Eles também solicitaram à síndica a realização de uma dedetização.

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O aparecimento de escorpiões em áreas da Asa Norte já provocou acidentes. Em 15 de junho, uma estudante foi picada dentro da Escola Parque 303/304 Norte. Segundo a Secretaria de Educação, a escola prestou os primeiros socorros, acionou o socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e comunicou a família. A aluna foi levada ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), onde recebeu atendimento médico.

Outros casos registrados no Distrito Federal:

Valentina Nobre Lima, 11 anos: morreu em 5 de julho, após ser picada por um escorpião dentro de casa, no Riacho Fundo I. O acidente ocorreu em 12 de junho, quando ela calçava um tênis para ir à escola. A menina passou 23 dias na UTI e sofreu três paradas cardíacas, uma delas com duração de 40 minutos. Ela recebeu soro no Hospital Regional do Guará e depois foi transferida para o Hospital Santa Lúcia, na Asa Norte.

Thomas Caitano Ribeiro, 4 anos: em janeiro de 2023, o menino sobreviveu a cinco picadas de escorpião na cabeça e ficou com graves sequelas neurológicas. O veneno provocou paralisia cerebral e perda parcial da visão, além de comprometer a fala e a locomoção. Desde então, Thomas faz tratamento para controlar as dores provocadas pela paralisia e, até hoje, enfrenta as consequências do acidente.

Alícia Spies, 20 anos: foi picada em 20 de agosto dentro de um provador da Zara, no ParkShopping, no Guará. A estudante de arquitetura relatou ter sentido o escorpião subir pela perna antes da picada. Ela sentiu tontura e precisou ser hospitalizada.

O que diz a Vigilância Ambiental

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que a Vigilância Ambiental realizou uma visita ao prédio, inspecionou as instalações e repassou orientações para reduzir a presença de animais peçonhentos. Uma nova visita está prevista para avaliar o cumprimento das medidas indicadas.

“A Vigilância Ambiental não realiza controle químico de escorpiões. O trabalho consiste em inspeções ambientais, identificação de possíveis fatores de risco e orientação sobre medidas preventivas e melhorias necessárias nos espaços”, declarou em nota.

Onde buscar atendimento

Atualmente, 11 hospitais da rede pública do Distrito Federal disponibilizam soro antiescorpiônico:

  • Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib);
  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran);
  • Hospital Regional do Guará (HRGu);
  • Hospital Regional de Brazlândia (HRBz);
  • Hospital da Região Leste (Paranoá);
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC);
  • Hospital Regional do Gama (HRG);
  • Hospital Regional de Santa Maria (HRSM);
  • Hospital Regional de Planaltina (HRPl);
  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS);
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

O Distrito Federal também conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), que funciona 24 horas e presta orientações sobre acidentes com animais peçonhentos. O serviço pode ser acionado pelos telefones 0800-644-6774 e (61) 99288-9358.