Idosa teve R$ 11 milhões roubados por grupo de golpistas no DF
Acusados passavam-se por representante de órgãos vinculados ao TJDFT para fazer cobranças inexistentes. Polícia cumpriu mandados em Campinas

A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) prendeu um golpista que usava a Justiça para cobrar falsas dívidas, aponta que os crimes eram cometidos por um grupo criminoso que praticava estelionatos em ambiente cibernético. Os envolvidos conseguiram subtrair de uma vítima mais de R$ 11 milhões entre os anos de 2017 a 2020.
Na manhã desta quarta-feira (14/7), a DRCC cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e dois de monitoramento eletrônico, expedidos pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Brasília.
Os mandados judiciais são fruto de investigação direcionada a crimes cometidos em ambiente virtual, nos quais o autor se passava por representante de órgãos vinculados ao Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) e a outros tribunais da Federação.

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Ver todasO grupo, composto por cerca de quatro pessoas, induzia a vítima idosa a realizar transferências bancárias, a título de pagamento de tributos, com a promessa falsa de, posteriormente, receber valores de uma antiga demanda judicial.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA investigação aponta que os valores recebidos da vítima foram utilizados na compra de bens móveis e imóveis, depois de passarem por processo de branqueamento de capital, instrumentalizado por meio de pessoas jurídicas de fachada.
Um dos investigados usava contas de e-mails e outros documentos com aparência oficial para realizar cobranças de dívidas inexistentes com prefeituras de várias unidades da Federação. As vítimas eram induzidas a realizar o pagamento sob ameaça de terem as contas bloqueadas.
“Os mandados de busca e apreensão foram expedidos como decorrência de investigação cibernética para apuração de possíveis crimes de estelionato e falsa identidade”, afirmou a delegada da especializada, Regilene Siqueira Rozal.
Durante as buscas, foram localizados e apreendidos um aparelho celular e cartões bancários vinculados aos alvos, os quais foram conduzidos à delegacia, para serem formalmente ouvidos e para instalação de equipamento de monitoramento eletrônico. A ordem judicial contemplou o sequestro e indisponibilidade de bens dos investigados.
A PCDF contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo.



