Ibaneis sobre privatização da CEB: “Mais que necessária”

Declaração do governador do DF foi dada durante o lançamento de projeto de iluminação pública em Sobradinho

atualizado 08/10/2020 13:00

Ibaneis RochaRenato Alves/ Agência Brasília

Nesta quinta-feira (8/10), o governador Ibaneis Rocha (MDB) esteve em Sobradinho, onde lançou projeto de iluminação pública na região. Durante a agenda, o chefe do Executivo local aproveitou para enfatizar que a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB) é uma realidade, que está caminhando para acontecer.

“Não podemos beneficiar 300 a 400 servidores da CEB e prejudicar uma população de 3,2 milhões de pessoas. Em primeiro lugar está a população do Distrito Federal. E se essa privatização se faz necessária para melhorar a eficiência, os investimentos na cidade e os investimentos que a CEB precisa, vamos realizar, sim, com o apoio do Tribunal de Contas (TCDF)”, assinalou o emedebista.

Além da CEB, o governador disse que há vários programas de privatização em andamento no DF. “Temos a Rodoviária, os pátios de estacionamento do DER e do Detran, a concessão do Metrô, que está avançando também. Eu acho que o ano de 2021 vai ser o ano das privatização e concessões no Distrito Federal”, disse Ibaneis.

LED em Sobradinho

O presidente da companhia, Edison Garcia, também esteve presente no lançamento do projeto de iluminação pública em Sobradinho. Segundo o gestor, a estimativa é de que seja investido de R$ 1,7 milhão, montante que será utilizado para implantação de 1.958 lâmpadas no local, todas de LED.

“Um dos motivos de diminuição de criminalidade e de melhorias é a questão de iluminação. Vamos fazer iluminação com LED das principais avenidas de Sobradinho. Isso tudo foi levantado em parceria com a PMDF e com a PCDF, e assim levantamos esse programa de eficiência com a iluminação de LED”, frisou o titular do Palácio do Buriti.

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O governador disse tem pedido ao presidente da CEB que seja viabilizada parceria público-privada para que todas as cidades do Distrito Federal sejam iluminadas com lâmpadas de LED em, no máximo, 1 ano e meio. “Esse programa tem como ser acelerado se fizermos uma junção de esforços entre a CEB e as empresas que têm interesse em fazer iluminação. A ideia é que toda população do DF seja beneficiada”, salientou o chefe do Executivo local.

Audiência Pública

A audiência pública para debater o processo de desestatização da CEB Distribuição já tem data marcada. Em modalidade virtual, devido à pandemia do novo coronavírus, a audiência será realizada no dia 14 de outubro, a partir das 11h. O objetivo será prestar informações ao público, bem como receber sugestões e contribuições ao processo de privatização, cuja modalidade será a alienação de participação societária representativa de seu controle acionário.

Os links para participação do evento e as demais informações pertinentes ao processo de desestatização da CEB-DIS, incluindo o Regulamento da Audiência Pública, serão disponibilizados nos sites do BNDES e da CEB. O preço mínimo e as demais condições de venda serão submetidos à aprovação da Assembleia Geral da companhia.

Preço mínimo de R$ 1,4 bilhão

Em agosto de 2019, a CEB encomendou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estudo para a desestatização, projeto pelo qual pagou R$ 2,4 milhões. No fim de setembro, o Conselho de Administração da CEB aprovou a alienação de 100% das ações da empresa.

Assim, de acordo com a avaliação do BNDES, o leilão da privatização terá preço mínimo de R$ 1.423.898.000,00. O valor veio da média de duas avaliações feitas por consultorias independentes e contratadas pelo banco.

No acordo de cooperação técnica realizada entre o BNDES e o GDF, a instituição nacional também vai auxiliar na desestatização do Metrô-DF e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), entre outras empresas.

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