Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Ibaneis Rocha recorrerá ao TST contra greve dos metroviários

Segundo governador do Distrito Federal, paralisação da categoria tem motivação política; por isso, vai ao Tribunal Superior do Trabalho

21/04/2021 13:33, atualizado 22/04/2021 08:23
Arthur Menescal/Especial para o Metrópoles
Greve no Metrô-DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), recorrerá ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que os metroviários encerrem a greve. A paralisação da categoria chegou, nesta quarta-feira (21/4), ao terceiro dia.

“Tivemos junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho), e tivemos negado o nosso pedido de ampliação da frota. Agora, vamos ao Tribunal Superior do Trabalho para que a gente consiga avançar. Contra greve política, não tem jeito, vamos ter de trabalhar com os elementos da Justiça”, afirmou Ibaneis.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O chefe do Executivo distrital também comentou a paralisação dos rodoviários da Viação Marechal, que cruzaram os braços nesta quarta.

“A (greve) da Marechal (ônibus) é questão de pagamento. O pagamento deles atrasou um dia e, por conta disso, eles entraram em greve. Mas isso deve estar solucionado até a data de amanhã. Mas a dos metroviários, infelizmente, é uma greve totalmente política, que veio contra a concessão que está sendo analisada pelo Tribunal de Contas”, comentou o emedebista.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Reivindicação

Após assembleia que só terminou na madrugada de segunda-feira (19/4), os metroviários optaram por não aceitar a proposta da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e paralisaram os trabalhos, mantendo apenas 60% dos empregados em seus postos nos horários de pico e 40% no restante do dia.

Em nota divulgada nessa quarta-feira, o SindMetrô/DF detalhou os motivos para deflagrar a greve, que “veio a acontecer, em meio a uma pandemia, não por vontade, mas por necessidade”.
A categoria também reagiu à avaliação do governador de que a paralisação teria “motivação política”. “A concessão (do serviço) será uma luta na Justiça comum e em outros foros. Tão somente, portanto, nada tendo a ver com a greve dos metroviários, que é por salários e benefícios”.