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Ibaneis exonera gestores da Educação ligados à licitação da merenda escolar

Em edição do Diário Oficial, o governador trocou chefias da pasta após edital ter sido questionado por representantes da sociedade civil

atualizado 25/06/2020 13:30

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu exonerar, nesta quinta-feira (25/06), três gestores da Secretaria de Educação que, de alguma forma, estiveram ligados à elaboração da licitação de R$ 375 milhões para fornecimento de merenda escolar a escolas públicas do Distrito Federal, que foi alvo de denúncias. O titular do Palácio do Buriti também nomeou um novo secretário-executivo para a pasta.

O emedebista escolheu o professor Fábio Pereira de Souza para ocupar a segunda cadeira mais importante do órgão local de Educação. O novo gestor já ocupou funções estratégicas durante a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), entre elas a de subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da pasta.

Até então subsecretário de Administração Geral da pasta, Leonardo Henrique Campos Gouveia Pinto perdeu o posto para Luís Mário Oliveira Barreto, nomeado no mesmo ato. Em 2012, o gestor foi corregedor da extinta Agência de Fiscalização (Agefis-DF), atualmente conhecida como DF-Legal.

Cláudio Nelson Araújo Brandão era subsecretário de Infraestrutura e Apoio Educacional, mas após o desligamento será substituído por Arlênio de Oliveira Mineu, que chegou a ocupar o cargo de administrador regional do Lago Sul.

Responsável direta pela merenda escolar, Rosana Mara Mundim Tomaz de Carvalho  também perdeu o posto. Quem passa a assumir a Diretoria de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação é Roberto Eleutério Holanda, agente da Polícia Civil do DF.

Licitação

Lançada em 1º de junho, a licitação previa a entrega de 94 milhões de refeições ao custo de R$ 375 milhões. As empresas ganhadoras, de acordo com o edital, teriam que cuidar de todo o processo, desde a compra dos ingredientes até a preparação das merendas.

O certame foi alvo de questionamentos de representantes da sociedade civil. Além do alto valor, chamou a atenção a disposição de o GDF entregar toda a responsabilidade da alimentação dos estudantes a empresas terceirizadas.

O GDF suspendeu a licitação para a contratação de empresas que forneceriam merendas às unidades escolares da rede pública.

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