Ibaneis diz que vai punir médicos do HRSam se negligência se confirmar

Governador determinou abertura de sindicância para apurar denúncias contra oito servidores do Hospital Regional de Samambaia

atualizado 17/07/2019 21:11

Agência Brasília

O governador Ibaneis Rocha (MDB) falou publicamente, pela primeira vez, sobre os médicos suspeitos de negligência no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), nesta quarta-feira (17/07/2019). “Já determinamos que seja feito o acompanhamento do caso e vamos fornecer todos os dados aos órgãos competentes pela investigação. Se houver realmente irregularidades, vamos punir esses profissionais”, ressaltou. O titular do Palácio do Buriti determinou a abertura de uma sindicância para apurar os fatos.

Pelo menos oito médicos são alvo de investigação da 26ª DP (Samambaia Norte). Na delegacia, mulheres apontaram casos de suposta negligência, descaso e constrangimentos nos atendimentos ocorridos na ala de obstetrícia. Bebês teriam morrido na unidade de saúde por conta da situação.

Uma das vítimas chegou a relatar aos policiais que, após reclamar e gritar de dor durante atendimento, um médico disse: “Com um órgão (vagina) desse tamanho, do que ainda está reclamando?”. Em outro caso, uma idosa afirmou que um profissional a mandou calar a boca porque considerava que “ela perguntava demais”.

O governador decidiu manter o diretor do Hospital, Luciano Moresco, assim como os médicos sob investigação: “Não podemos punir ninguém já de início, salvo quando existe uma clareza no que está acontecendo, e não pretendemos cometer nenhum tipo de injustiça”, ponderou.

“Tudo está em apuração. Por exemplo, existe uma denúncia de fratura da clavícula de um feto. Mas há a argumentação de que, em certos casos, o médico pode fazer o deslocamento para facilitar o parto. Além disso, o CRM/DF acaba de começar a investigar”, disse. O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, esteve na unidade na noite desta quarta.

Metrô

O governador voltou a comentar sobre a paralisação dos metroviários. Durante agenda pública nesta quarta-feira (17/07/2019), um dia depois de a Justiça mandar os trabalhadores voltarem às atividades, o emedebista reforçou que vai cortar o ponto dos grevistas. A categoria está de braços cruzados há 77 dias.

De acordo com o titular do Palácio do Buriti, houve sucateamento do Metrô ao longo dos anos, devido “à baixa capacidade de investimentos e salários bem acima da média nacional que foram ganhos com justiça”. “Mas chegou um momento de renovação. Não temos dinheiro para investir. Os funcionários precisam entender que o momento mudou e o julgamento do TRT retrata justamente isso. Eles perderam todas as cláusulas de benefícios, vão ter os salários cortados pela decisão do TST que me autoriza. Afirmo que o momento agora é outro. De cuidar das pessoas”, frisou.

Pela manhã, o governador entregou as benfeitorias realizadas no Museu do Catetinho. Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), agora, com a recuperação também do jardim e da área verde, o espaço foi devolvido à comunidade totalmente recuperado.

Ainda segundo a pasta, no início deste mês, foi concluída a obra de reparos do prédio principal. O trabalho foi feito pela Gerência de Conservação e Restauro da Subsecretaria do Patrimônio Cultural em parceria com a Diretoria de Manutenção do Patrimônio e Espaços Culturais da Secec. Já a manutenção dos jardins teve apoio da Terracap.

A reforma custou R$ 40 mil e durou seis meses.

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