Ibaneis autoriza novas etapas da reforma do Teatro Nacional
O restauro contempla as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, o Foyer da Villa-Lobos e o espaço Dercy Gonçalves
atualizado
Compartilhar notícia

O governador Ibaneis Rocha (MDB) lançou, nesta quinta-feira (19/3), a segunda e a terceira etapa da reforma do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília (DF). As obras vão revitalizar a icônica Sala Villa-Lobos, a maior da casa de espetáculos, além do Foyer da Villa-Lobos, a Sala Alberto Nepomuceno e o espaço Dercy Gonçalves, no rooftop do teatro.
Os espaços estão fechados há aproximadamente 12 anos. O investimento é de R$ 268.340.510,96. O governo espera entregar a obra de recuperação do equipamento público cultural histórico até o final de 2028.
“Eu tenho muita alegria de estar aqui hoje assinando essa ordem de serviço, dando início a esse trabalho que vai devolver para Brasília o nosso Teatro Nacional, com funcionalidade para atender os grandes espetáculos locais e nacionais”, afirmou.
“Só para vocês terem uma ideia do tanto que Brasília estava clamando por cultura, só no ano passado, nós tivemos 150 eventos na Sala Martins Pena do Teatro [Nacional]. Então, quando a gente estiver com isso aqui tudo funcionando, nós vamos ter um grande polo de cultura para a população do DF e para a população do país”, complementou Ibaneis Rocha.
“Serão R$ 268 milhões, que serão integralmente investidos da Fonte 100, do Caixa do DF, para poder conseguir concluir a reforma desse teatro. Brasília está de parabéns”, pontuou.
Obra em etapas
A recuperação do Teatro Nacional ficou parada por entraves técnicos e burocráticos por anos. Por isso, o governo local dividiu a reforma em quatro etapas.
A primeira, já concluída em 2024, contemplou a Sala Martins Pena. Essa engloba a segunda e a terceira etapa. Já a quarta e última inclui a parte administrativa do equipamento público e a instalação da Secretaria de Cultura do DF no equipamento público.
Segundo Ibaneis, a divisão por etapas permitiu o andamento do projeto. Conforme os projetos foram concluídos, o governo apresentava para aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desta foram a obra avançou com segurança jurídica.
Durante a cerimônia, Ibaneis adiantou outra novidade do ramo da Cultura: “Semana que vem a gente assina a ordem de serviço do Cine Itapoã. Que é um desejo, um pedido da população do Gama (DF)”, contou.
A vice-governadora Celina Leão (PP) destacou que o governo trabalha para o reestabelecimento dos espaços públicos fechados da capital. Para ela, o Teatro Nacional é um símbolo da cultura brasiliense. “Tenho certeza que isso faz parte da memória do DF, mas, principalmente, do futuro. Para as pessoas que vem para essa cidade conhecer um espaço maravilhoso como esse, que ficou largado por mais de 15 anos e agora esse governo vem resgatar”, comentou.
Grandes salas do planeta
Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, quando a reforma for concluída o público vai poder acessar uma sala de espetáculo de alta qualidade. “Com um trabalho feito com muito esmero, mantendo a originalidade de Oscar Niemeyer”, ressaltou.
O Teatro Nacional é um dos maiores equipamentos públicos do país. São mais 50 mil metros quadrados de área construída, compreendendo três salas.
De acordo com Abrantes, serão feitas correções acústicas permitindo ao Teatro Nacional receber espetáculos de qualidade tanto no campo erudito, quanto popular. “Vai ser entregue para população um sala de altíssimo nível, no nível das grandes salas do país e do mundo. Os dados acústicos do projeto nos colocam em um grau de qualidade das grandes salas do planeta”, garantiu.
Compartilhando o pensamento de Ibaneis, Abrantes também considera que a conclusão do Teatro Nacional transformará o DF em um polo cultural.
“A Sala Villa Lobos tem três vezes o tamanho da Sala Martins Pena. O espaço Dercy Gonçalves foi projetado para ser um restaurante. O primeiro rooftop do DF. Também é icônico. Tem todo um charme. E uma sala menor que é a Alberto Nepomuceno. É fluxo de produções artísticas extremamente potente. É um equipamento que consegue facilmente suportar três espetáculos ao mesmo tempo. E coloca os eventos nos espaços adequados”, explicou.
De acordo com Abrantes, para evitar novos fechamentos, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) montou uma equipe para cuidar exclusivamente do Teatro Nacional. O grupo também vai definir o melhor modelo de gestão para a casa de espetáculos.
“A ideia é que realmente seja um equipamento que se sustente. E ele tem condições de fazer isso. Mas volto a dizer, sempre mantendo o nosso pensamento, que a gente startou, de mantê-lo como um equipamento público gerido pelo governo”, ressaltou. Segundo o secretário, os estudos, ainda fase embrionária, avaliam possíveis parcerias.
Ícone
A obra será coordenada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A empresa contratada é a Porto Belo, de Goiânia (GO). Para o presidente da Novacap, Fernando Leite, o Teatro Nacional é um ícone da cultura do DF.
“Vamos dar a largada na obra de recuperação, restauração, modernização, essa palavra é importante. Esse é um projeto antigo. Feito antes de 1960. Naquela época não tinha cuidados que existem hoje com acessibilidade, combate à incêndio, com qualidade do som das salas, do ponto de vista de cenografia. Tudo isso foi feito. É um projeto revolucionário. É claro que ainda está sendo discutido e analisado pelo Iphan”, declarou.
Leite garantiu que a empresa contratada tem experiência com obras de reforma e restauro de teatros tombados. O presidente da Novacap lembrou que a reforma da Martins Pena contemplou a instalação de equipamentos de acessibilidade, elevadores, saídas de emergência, itens de combate à incêndio e um grande reservatório de água.
