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Distrito Federal

HUB oferece atendimento ginecológico especializado para mulheres lésbicas

A iniciativa busca ganhar a confiança de mulheres que não vão ao ginecologista por medo ou por já terem sofrido preconceitos

28/08/2026 17:40
Beto Monteiro / Divulgação UNB
Hub

O Hospital Universitário de Brasília (HUB), por meio do ambulatório LGBTQIAPN+, oferece atedimento ginecólogico gratuito e acolhedor à mulheres lésbicas. A iniciativa garante que mulheres e jovens lésbicas recebam atendimento, que muitas vezes é dispensado por medo ou por medo de discriminação. 

Na unidade, as pacientes recebem tratamento humanizado, atendendo necessidades básicas quanto mulher lésbica. De acordo com o HUB, o processo inclui abordagem respeitosa sobre a orientação sexual durante a entrevista clínica e utilização de instrumentos adequados para cada corpo.

Ambulatório LGBTQIAPN+ do HUB funciona como “porta aberta”, ou seja, o atendimento é feito conforme a demanda da comunidade que procura a unidade. Depois, a equipe encaminha a paciente para as especialidades necessárias.

O médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório LGBTQIAPN+ do HUB, Guilherme Veiga, diz que a iniciativa busca tratar principalmente mulheres que não vão ao ginecologista por receio.

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“A nossa unidade atende mulheres lésbicas que estão em sofrimento em virtude a sua orientação sexual ou por conta dos preconceitos, estigmas e dificuldades que pessoas com essa orientação enfrentam”.

Para a ginecologista, Bruna Heinen, o serviço ginecológico é indispensável e deve ser feito com o total respeito, do contrário, pode trazer consequências negativas.

“Quando um serviço de saúde não reconhece ou não acolhe adequadamente a orientação sexual de uma pessoa, ele já parte de uma premissa incompleta sobre quem está sendo atendido, e isso compromete diretamente a qualidade e a efetividade do cuidado”.

Discriminação

A unidade levantou dados do LesboCenso Nacional, que mostraram que em 2022, 25% das pacientes sofreram preconceito durante a ida ao ginecologista. Ao total, 22 mil mulheres de todo o Brasil foram entrevistadas para a pesquisa, “muitas delas vivenciam situações constrangedoras e violentes que comprometem os atendimentos e, por consequência, impactam o cuidado com a saúde”.

Outra pesquisa feita pelo Rastreamento para câncer do colo de útero no SUS segundo raça/cor da pele: desigualdades regionais no Brasil, que analisou dados do Sistema de Informação de Câncer (Siscan), mostrou que questões sociais, de raça e gênero, também contribuem para discriminações em atendimentos médicos.

Serviço:
Ambulatório LGBTQIAPN+ do HUB
Local: Prédio I de Ambulatórios do HUB, no corredor Amarelo, Sala A
Funcionamento: segunda a sexta pela manhã, das 9h às 12h; terça e sexta à tarde, das 13h30 às 18h