Hospital público do DF barra pessoas com chinelo, minissaia e bermuda

Unidade distribuiu cartazes proibindo o acesso com determinadas roupas. Medida indignou pacientes, visitantes e funcionários

atualizado 28/09/2021 19:58

CartazMaterial cedido ao Metrópoles

Pessoas com chinelo, sandália, camisetas sem manga, bermuda, vestido curto e minissaia não podem entrar no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), de acordo com comunicado (foto em destaque) que estabelece “regras de vestimentas” e, até então, estava exposto em várias áreas do hospital.

A unidade é gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Na terça-feira, o deputado distrital Chico Vigilante (PT) cobrou a suspensão da proibição.

Segundo o parlamentar, a proibição foi determinada pela segurança do HRSM. Do ponto de vista de Vigilante, a medida despertou indignação entre pacientes, visitantes e profissionais de saúde.

O parlamentar tomou conhecimento do caso a partir da denúncia de profissionais de saúde. Para o distrital, a proibição é absurda, pois, em vários casos, as pessoas não têm tempo para escolher como irão vestidas ao hospital.

“Já encaminhei um ofício para o superintendente de saúde de Santa Maria para que afaste esse cidadão e reestabeleça o direito das pessoas usarem o que quiserem no hospital”, assinalou.

Veja o ofício enviado para o superintendente da Região de Saúde Sul:

Ofício – Hospital Santa Maria by Metropoles on Scribd

“Muitas vezes, a pessoa só tem uma camiseta e está proibida de entrar no hospital de camiseta, de chinelo. Tem que ir na sapataria comprar um sapato para poder entrar no Hospital de Santa Maria”, desabafou.

Desculpas

O Metrópoles entrou em contato com o Iges-DF sobre a questão. Além de determinar a retirada dos cartazes, o instituto pediu desculpas.

Leia a nota completa do Iges-DF:

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) informa que a Superintendência do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) assim que tomou conhecimento dos cartazes imediatamente determinou a retirada, o que já foi feito. 

O IGESDF pede desculpas à população e destaca que não faz parte das condutas adotadas em suas unidades fazer a restrição da entrada de seus pacientes em razão do vestuário.

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