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A equipe médica responsável pelo tratamento da bebê de 6 meses internada em estado grave após ter sido maltratada e negligenciada pelos pais iniciou os protocolos para a verificação de morte cerebral. A menina está tão debilitada que não pôde ser submetida a uma tomografia para checar atividade no cérebro, conforme contou ao Metrópoles a conselheira tutelar Francisca Alves.

A criança teria de ser separada dos aparelhos que a mantêm viva para seguir até o local do exame. Antes de uma eventual estabilização, o procedimento para constatar a morte cerebral não poderá ser realizado. Segundo a conselheira, a menina não respondeu a uma primeira análise, mas esse resultado, conforme informaram os médicos a ela, não é suficiente para constatar a morte do cérebro.

Revolta
O caso chocou o Distrito Federal quando, na segunda-feira (29/10), médicos do Hospital Regional de Sobradinho (HRS) constataram queimaduras na vagina, ânus, virilha e rosto da criança, além de lesões antigas, já calcificadas. O pai e a mãe receberam voz de prisão ainda no hospital, após denúncia da equipe de saúde.

A bebê deu entrada no HRS depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ela recebeu socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi reanimada.

Prisão
Na terça-feira (30/), o juiz Aragonê Fernandes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), converteu a prisão de ambos os acusados em preventiva.

Na ata da audiência de custódia, o magistrado destacou que o crime é uma “daquelas situações que espanta o espírito e traz desassossego à alma”. Aragonê também destacou sinais de tortura apresentados no corpo da criança, como as múltiplas lesões e queimaduras, ressaltando que o pai foi vítima de abuso sexual na infância.