Hóspede que agrediu dona de pousada no DF é solta pela Justiça. Veja vídeo
Agressão foi flagrada pelas câmeras de segurança do hotel localizado no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF)
atualizado
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A Justiça do Distrito Federal soltou na última segunda-feira (6/4) Maria Luiza Lemos Azevedo, de 25 anos, flagrada agredindo a dona de uma pousada no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF).
Após passar por audiência de custódia, Maria Luiza Lemos teve a liberdade provisória concedida sem pagamento de fiança. A estudante foi autuada por lesão corporal e injúria, no contexto da Lei Maria da Penha. A estudante já havia sido denunciada por lesão corporal em 2024.
O juiz afirmou que havia fundamentos suficientes para a manutenção da prisão cautelar da indiciada, mas pelo fato do Ministério Público não ter solicitado a prisão preventiva fez com que ele concedesse a liberdade provisória. O magistrado determinou medida protetiva contra a vítima e proibiu que a agressora deixe o Distrito Federal nos próximos 30 dias, tendo que se apresentar à Justiça do Distrito Federal sempre que for convocada.
“Velha desgraçada”
No vídeo cedido ao Metrópoles (veja acima) é possível ver a jovem dando chutes e socos na mulher. A vítima relatou à Polícia Civil do DF (PCDF) que teria sido também chamada de “velha desgraçada” e a teria sido ameaçada de morte.
A vítima contou que por volta das 22h30, ouviu barulhos de objetos se quebrando e uma discussão no quarto onde estavam hospedadas Maria Luiza e sua companheira, motivo pelo qual foi verificar o que estava ocorrendo. Declarou que, ao se aproximar, foi empurrada, bateu a cabeça no chão e sentiu tontura. O laudo da perícia realizado confirmou que a dona da pousada sofreu lesões contundentes.
O agente da PCDF que atendeu a ocorrência informou que ao chegar no local viu muitos vestígios de sangue e vidros quebrados.
Já a companheira da agressora que disse que estaria alcoolizada e só lembra da companheira brigando com a dona da pousada. Ela manifestou o interesse de representar contra a dona da pousada por homofobia. Informou que não foi a primeira vez que Maria Luiza teria se envolvido em confusões porque toma remédios por ter Transtorno de Borderline.
Durante depoimento à PCDF, Maria Luiza optou por ficar em silêncio e disse que só iria se manifestar perante presença de advogado.
A estudante já havia sido indiciada por lesão corporal leve e chegou a ser denunciada pelo Ministério Público (MPDFT) que acabou pedindo o arquivamento do caso após a vítima não comparecer em audiência.
O Metrópoles não localizou a defesa de Maria Luiza. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
