Homem é condenado a 10 anos por esfaquear motociclista após queima de pneu
Motociclista fez manobra que provocou fumaça e barulho; após a discussão, levou duas facadas no pescoço e ficou com sequelas permanentes
05/10/2026 19:21

O Tribunal do Júri do Paranoá condenou, na quinta-feira (1º/10), Rhyan Lucas Oliveira da Cruz a 10 anos e oito meses de prisão por tentar matar um motociclista durante uma discussão no Itapoã. O crime ocorreu após a vítima fazer uma manobra conhecida como “queima de pneu”, que consiste em acelerar a motocicleta enquanto mantém a roda traseira girando no mesmo lugar, provocando fumaça e barulho.

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Ver todasSegundo a denúncia, a vítima chegou à Avenida Comercial do Itapoã, na madrugada de 11 de junho de 2025, e fez a manobra ao estacionar. O ruído excessivo e a fumaça provocados pela roda traseira teriam incomodado frequentadores da região e iniciado uma discussão entre o motociclista, Rhyan e amigos dele.
Durante o desentendimento, Rhyan pegou uma faca e desferiu dois golpes no pescoço da vítima.
Mesmo gravemente ferido, o motociclista conseguiu subir na própria moto e fugir do local. Pouco depois, porém, desmaiou. Testemunhas prestaram socorro e o levaram para atendimento médico.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFRhyan foi condenado por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Ataque deixou sequelas permanentes
As facadas provocaram intensa perda de sangue e consequências graves para o motociclista. De acordo com as informações do processo, a vítima sofreu um extenso Acidente Vascular Cerebral (AVC) em decorrência dos ferimentos.
O homem precisou passar por duas cirurgias no crânio e por uma angioplastia. Atualmente, necessita de cuidados especiais contínuos para realizar atividades básicas.
Após o ataque, ele perdeu a fala, a visão do olho direito e ficou com o lado direito do corpo paralisado.
De acordo com a setença, o homicídio não chegou a ser consumado devido ao rápido socorro prestado por terceiros e ao atendimento médico recebido pela vítima.
Caso começou como lesão corporal
Na época do crime, o caso foi inicialmente registrado como lesão corporal pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou, na ocasião, que a vítima estava embriagada quando foi socorrida, o que dificultou a coleta de informações sobre a motivação e a dinâmica da agressão.



